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Nissan Kait: mais que um Kicks Play repaginado?


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Nissan Kait: mais que um Kicks Play repaginado?
Crédito: autoesporte.globo.com

A Nissan lançou o Kait, um novo SUV compacto posicionado como uma opção de baixo custo. O modelo é apresentado pela fabricante como uma versão mais moderna da primeira geração do Kicks, que teve sucesso no mercado brasileiro.

A chegada do veículo levanta a questão sobre até que ponto ele consegue se diferenciar de seu antecessor direto, o Kicks Play.

As origens do projeto Kait

O Kait nasceu com o objetivo claro de ser um carro acessível. Segundo informações disponíveis, a fabricante japonesa foi econômica no desenvolvimento, investindo o mínimo necessário para atualizar um projeto antigo.

A intenção era que o modelo recebesse o sobrenome “Play” para conviver no portfólio com a segunda geração do Kicks, que cumpriu sua missão com sucesso durante quase uma década à venda. Essa estratégia revela um posicionamento cuidadoso dentro da linha de produtos da marca.

O esqueleto herdado do passado

Plataforma e arquitetura

A base técnica do Kait é a plataforma V, a mesma utilizada na primeira geração do Kicks. Essa arquitetura chegou ao Brasil em 2011, inicialmente com o modelo March.

Carroceria e componentes

O novo SUV tem basicamente o mesmo corpo do antecessor, herdando elementos da carroceria como as colunas A e B, as portas laterais, os para-lamas, os vidros e o teto. Essa reutilização extensiva de componentes estruturais é um indicativo da filosofia de custos adotada no projeto.

Dimensões idênticas ao antecessor

O Kait mantém as mesmas dimensões externas do modelo que o precedeu. O veículo possui:

  • 4,30 metros de comprimento
  • 1,76 metro de largura
  • 1,59 metro de altura
  • 2,62 metros de entre-eixos

Em comparação, o Kicks Play é apenas 1 centímetro maior no comprimento, diferença atribuída a questões de design do para-choque.

Além disso, os porta-malas de ambos os modelos ostentam os mesmos 432 litros de capacidade, confirmando a similaridade prática entre os dois veículos.

Como se compara aos concorrentes

Entre-eixos e espaço interno

Em relação a outros modelos do segmento, o Kait apresenta uma distância entre-eixos de 2,63 metros. Esse número o coloca em posição vantajosa frente a alguns rivais diretos.

Por exemplo:

  • Pulse: 2,53 metros
  • Tera: 2,57 metros
  • Kardian: 2,60 metros

Essa medida, que influencia no espaço interno para os ocupantes, é um dos poucos aspectos onde o novo Nissan se destaca em sua categoria.

Atualizações no ambiente interno

Painel de instrumentos digital

O quadro de instrumentos do Kait representa uma das principais mudanças em relação ao antecessor. O sistema é composto por duas telas digitais:

  • À esquerda: tela colorida de 7 polegadas na vertical que oferece diversas informações ao condutor
  • À direita: segunda tela de cristal líquido com fonte branca complementa o conjunto

Essa modernização no painel busca oferecer uma experiência mais contemporânea aos usuários.

Itens de série e motorização

Equipamentos de segurança e conforto

Em termos de equipamentos, o Kait vem de série com uma lista considerável de itens. O pacote inclui:

  • Seis airbags
  • Chave presencial com partida por botão
  • Ar-condicionado manual
  • Bancos com revestimento de tecido
  • Câmera de ré
  • Sensor de estacionamento traseiro
  • Faróis e lanternas de LED
  • Rodas de 17 polegadas

Motor e desempenho

No que diz respeito à propulsão, o modelo herdou o motor 1.6 aspirado do Kicks Play, mantendo assim a mesma unidade motriz já conhecida no mercado. A fonte não detalhou informações sobre potência ou consumo.

O que falta para ser diferente

A análise das informações disponíveis mostra que o Kait compartilha fundamentos essenciais com o Kicks Play. A plataforma, as dimensões, a capacidade do porta-malas e o motor são idênticos ou extremamente similares.

As principais novidades concentram-se no painel de instrumentos digital e na atualização de alguns itens de série. Portanto, o desafio do modelo será convencer o consumidor de que essas mudanças são suficientes para justificar sua identidade própria, além de uma simples repaginação.

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