Carros

Vacina contra roubo de carros chega ao mercado; entenda


3 mins de leitura
Vacina contra roubo de carros chega ao mercado; entenda
Crédito: autoesporte.globo.com

Uma nova tecnologia promete dificultar a ação de ladrões de veículos no Brasil. Conhecida como ‘vacina contra roubo de carros’, ela grava permanentemente cerca de 100 componentes do automóvel, incluindo peças mecânicas, estruturais e de acabamento. O serviço, que já é utilizado comercialmente desde 2001 em caminhões, vans e máquinas, agora chega ao mercado de carros de passeio.

Como funciona a gravação

A técnica amplia o conceito de gravação de vidros, popular nos anos 1990 e início dos anos 2000, quando era quase um requisito para contratar seguro. Naquela época, a gravação da placa nos vidros se popularizou com o avanço dos roubos e furtos de veículos. Agora, a nova tecnologia vai além: em vez de apenas marcar os vidros, ela identifica praticamente todos os componentes mais visados pelo mercado ilegal.

O procedimento é realizado mediante agendamento em unidade credenciada e leva em média quatro horas. Durante esse período, os técnicos gravam um código único em peças como motor, câmbio, painel, portas e outros itens de acabamento. No caso de veículos híbridos e elétricos, a empresa também identifica componentes do conjunto de baterias.

Não impede roubos, mas dificulta revenda

É importante destacar que a ‘vacina’ não impede furtos nem roubos. No entanto, ela dificulta a comercialização de componentes retirados de veículos desmontados. Isso porque, ao tentar vender uma peça gravada, o criminoso pode ser identificado e rastreado. Dessa forma, a tecnologia atua como um desestímulo para o crime organizado.

Solon Pereira, um dos fundadores da Vacina Contra Roubo, explica que a ideia é tornar o veículo menos atraente para os ladrões. Com a gravação, as peças perdem valor no mercado paralelo, já que podem ser facilmente reconhecidas. A expectativa é que isso reduza a demanda por componentes roubados.

Números mostram eficácia em veículos comerciais

Mais de 40 mil veículos comerciais já receberam o sistema de identificação permanente. Entre eles, foram registrados 63 roubos de veículos identificados, dos quais 45 terminaram com recuperação. Isso significa que apenas 18 veículos identificados não foram recuperados. Os números indicam que a tecnologia tem sido eficaz em auxiliar as autoridades na localização dos automóveis.

Esses dados reforçam a confiança na nova etapa do serviço, agora voltado para o público que possui carros de passeio. A empresa já atende motocicletas, caminhões, máquinas agrícolas e de construção, além de veículos híbridos e elétricos.

Preços e onde encontrar

Os valores variam de acordo com o tipo de veículo. Hatches e sedãs pagam R$ 1.190. Para híbridos e elétricos, o valor é de R$ 1.360. SUVs custam R$ 1.460. Modelos com tração 4×4 têm preço de R$ 1.790. Os preços foram informados pela empresa em agosto de 2026 e podem sofrer alterações.

O atendimento é realizado mediante agendamento em unidades credenciadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Alagoas. A expectativa é expandir a operação para outras capitais brasileiras por meio de franquias ao longo do próximo ano.

Uma solução complementar

Para especialistas, a ‘vacina’ não substitui outros métodos de proteção, como rastreadores e seguros. No entanto, ela se apresenta como uma camada extra de segurança, focada em desvalorizar as peças no mercado ilegal. Com a expansão prevista, a tendência é que mais motoristas tenham acesso a essa tecnologia nos próximos meses.

Se você está preocupado com a segurança do seu veículo, essa pode ser uma alternativa interessante. A recomendação é pesquisar e avaliar se o investimento vale a pena para o seu caso. A fonte não detalhou se há garantia ou outros benefícios adicionais.

Fonte