A Volkswagen está desenvolvendo uma nova geração de veículos híbridos nacionais que prometem mudar a forma como os brasileiros encaram a mobilidade urbana. O sistema híbrido pleno (HEV) da marca, que chegará a partir de 2026, permitirá que os carros rodem 100% com eletricidade em velocidades de até 55 km/h, desde que a demanda de potência seja inferior a 20 cv. Essa característica, típica de modelos plug-in (PHEV), foi adaptada para um híbrido convencional, sem necessidade de recarga externa.
Motor 1.5 TSI Evo2: coração do sistema
O funcionamento do novo motor 1.5 TSI Evo2 será diferente nos carros híbridos da VW na comparação com modelos sem eletrificação. Enquanto nos veículos convencionais o motor a combustão é a única fonte de propulsão, nos híbridos ele atua em conjunto com dois motores elétricos: um gerador e outro de tração, alojados no cárter. A Volkswagen substituiu o sistema de desativação dos cilindros — presente em modelos como o T-Roc não eletrificado — por essa configuração elétrica, pois não viu propósito em mantê-lo.
Sobre os motores elétricos está posicionada a nova unidade de controle que traz uma embreagem multidisco de acionamento eletrônico. Esse componente gerencia a transmissão de potência entre o motor a combustão e os elétricos, otimizando a eficiência em diferentes condições de uso. O motor 1.5 TSI Evo2 irá equipar o Projeto Saga e a próxima geração do Taos a partir de 2028, mas antes disso já estará presente no T-Roc híbrido.
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Bateria de 1,6 kWh: onde fica e como funciona
Abaixo do banco traseiro, a Volkswagen posicionou uma bateria de 1,6 kWh com refrigeração líquida. Essa capacidade é suficiente para alimentar o motor elétrico de tração em deslocamentos urbanos, mas não permite longas distâncias no modo elétrico. A bateria é recarregada pelo motor gerador ou pela frenagem regenerativa, dispensando tomadas externas.
Se a bateria estiver descarregada ou o veículo precisar de mais potência, o motor 1.5 será ativado apenas como gerador. Nesse cenário, ele não aciona as rodas diretamente, mas fornece eletricidade para o motor elétrico de tração ou para recarregar a bateria. Até 55 km/h, o sistema híbrido pleno da VW será essencialmente elétrico, mesmo quando o motor a combustão está ligado. Isso significa que, em congestionamentos ou vias locais, o carro se comporta como um elétrico, com emissão zero e ruído reduzido.
Versões e potências do T-Roc híbrido
A Volkswagen oferecerá este novo conjunto híbrido no T-Roc em versões de 136 cv e 28,9 kgfm e de 170 cv e 31,5 kgfm. A versão mais potente será a primeira a chegar às lojas, prevista para o segundo semestre de 2026. O sistema híbrido pleno irá equipar as versões mais caras do T-Roc, posicionando-se como uma opção premium dentro da linha.
As duas variantes compartilham o mesmo motor 1.5 TSI Evo2 e a mesma bateria, mas diferem na calibração do sistema elétrico. A versão de 170 cv oferecerá mais desempenho em retomadas e ultrapassagens, enquanto a de 136 cv prioriza eficiência energética. A fonte não detalhou se haverá diferenças no modo de condução ou na autonomia elétrica entre elas.
Projeto Saga e VW226: os SUVs híbridos nacionais
A Volkswagen tem dois SUVs híbridos em desenvolvimento para o Brasil: o Projeto Saga (código VW213) e o VW226. O Projeto Saga dará origem à versão brasileira do T-Roc europeu, adaptado para as condições locais. Já o VW226 foi projetado inicialmente como a próxima geração do T-Cross, mas representará o novo Taos. A próxima geração do Taos (VW226) chega para substituir a atual, que é produzida no México, e será fabricada no Brasil.
O modelo VW226 nasceu como a próxima geração do T-Cross, tratado internamente como ‘T-Cross NF’. No entanto, a estratégia mudou: o nome Taos será mantido para o SUV maior, enquanto o T-Cross continuará em linha com atualizações visuais. A Volkswagen pretende ter um catálogo formado por cinco SUVs nacionais até o fim desta década: Tera, Nivus, T-Cross, Projeto Saga e Taos. Os atuais Tera, Nivus e T-Cross vão continuar em linha, passando por atualizações para renovar o visual.
Estratégia de eletrificação sem plug-in
A opção por um híbrido pleno (HEV) em vez de um plug-in (PHEV) reflete a estratégia da Volkswagen de oferecer eletrificação acessível, sem depender de infraestrutura de recarga. O sistema híbrido pleno desenvolvido pela VW tem características de projeto que se assemelham aos conjuntos plug-in, mas sem a necessidade de recarga externa. Isso reduz custos e simplifica o uso para o consumidor, que não precisa se preocupar com tomadas.
A capacidade de rodar 100% elétrico até 55 km/h cobre a maior parte dos deslocamentos urbanos, especialmente em cidades com trânsito intenso. A Volkswagen espera que essa tecnologia atraia compradores que buscam economia de combustível e menor impacto ambiental, mas que ainda têm receio da autonomia limitada dos elétricos puros. A fonte não detalhou se haverá versão híbrida plug-in no futuro, mas por enquanto o foco é o HEV.
Perspectivas para o mercado brasileiro
Com o lançamento do T-Roc híbrido em 2026 e dos SUVs Projeto Saga e Taos em 2028, a Volkswagen se posiciona para competir no segmento de híbridos nacionais. A marca alemã aposta na tecnologia HEV para atender às exigências de emissões e oferecer uma experiência de condução elétrica no dia a dia. O sistema de desativação dos cilindros foi substituído por dois motores elétricos, um gerador e outro de tração, alojados no cárter, o que mostra a mudança de paradigma na engenharia da VW.
Os consumidores poderão escolher entre diferentes níveis de potência e SUVs de diversos portes, todos com a promessa de rodar como elétricos na cidade. A Volkswagen não viu propósito em manter o sistema de desativação dos cilindros já presente nos carros não-eletrificados, como o T-Roc, e optou por uma solução mais moderna e eficiente. Resta aguardar os próximos passos da montadora para confirmar preços e disponibilidade.
Fonte
- autoesporte.globo.com
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