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Seminário no Dia Mundial Sem Carro debate mortes de ciclistas

Seminário no Dia Mundial Sem Carro debate mortes de ciclistas

Crédito: www.portaldotransito.com.br

No próximo dia 22 de setembro, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) recebe o I Seminário do Dia Mundial Sem Carro – “Chega de Mortes nas Rodovias Estaduais – O que Fazer?”. O evento começa às 10h30, no Plenário José Bonifácio, localizado na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, na capital paulista. A proposta é discutir medidas capazes de reduzir os sinistros envolvendo ciclistas, um problema que afeta milhares de famílias todos os anos.

A data não foi escolhida por acaso. Neste ano, o Dia Mundial Sem Carro está inserido na Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro. O seminário pretende resultar na elaboração da Carta dos Ciclistas, um documento que reunirá as principais demandas e sugestões debatidas durante o encontro. Após sua aprovação, a Carta será encaminhada às autoridades responsáveis pela mobilidade e pela segurança viária no Estado de São Paulo.

Contexto alarmante: números de mortes no trânsito

Os dados mais recentes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que 1.549 ciclistas morreram em sinistros de trânsito no Brasil em 2024. Esse número representa uma parcela significativa das 37.150 mortes no trânsito registradas no país no mesmo período. A proporção de vítimas entre ciclistas evidencia a vulnerabilidade desse grupo nas vias, especialmente em rodovias de alta velocidade.

No estado de São Paulo, os números do primeiro bimestre de 2026 trazem um sinal de esperança, mas ainda preocupante. Foram registradas 32 mortes de ciclistas no estado nesse intervalo, uma queda de 46,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando houve 60 mortes. A redução é significativa, mas os organizadores do seminário acreditam que ainda há muito a ser feito para alcançar a meta de zero mortes.

O que esperar do seminário

O encontro reunirá um público diversificado, incluindo associações de ciclistas, grupos de pedal, ligas de ciclismo, especialistas em mobilidade, representantes de órgãos de segurança viária, operadoras de entregas e pessoas interessadas na mobilidade por bicicleta. A ideia é promover um debate amplo, que considere diferentes perspectivas e experiências práticas. As inscrições são limitadas, e haverá bicicletário disponível aos participantes mediante preenchimento de formulário.

Durante o seminário, os participantes discutirão medidas concretas para melhorar a infraestrutura, a fiscalização e a educação no trânsito. Entre os temas prováveis estão a criação de ciclovias e ciclofaixas, a redução de velocidade em áreas urbanas, a implementação de campanhas de conscientização e o fortalecimento da legislação de proteção aos ciclistas. O documento final consolidará as propostas debatidas.

Homenagem a defensores da bicicleta

O encerramento do seminário terá uma homenagem a Sérgio Ribeiro, fundador da Dream Bike, e Daniel Gutz. Os dois receberão a Medalha Cláudio Clarindo – Amigo das Bicicletas, uma honraria que reconhece pessoas que se destacaram na promoção do ciclismo e da segurança viária. A medalha leva o nome de Cláudio Clarindo, um ativista que dedicou sua vida à causa dos ciclistas em São Paulo.

A homenagem é um momento simbólico, mas também um lembrete da importância do engajamento individual e coletivo. Sérgio Ribeiro e Daniel Gutz são exemplos de como a sociedade civil pode contribuir para a construção de cidades mais seguras e sustentáveis. A expectativa é que a Carta dos Ciclistas inspire novas ações e políticas públicas em todo o estado.

Desafios e perspectivas para a segurança viária

Apesar da queda recente nas mortes de ciclistas em São Paulo, os desafios permanecem enormes. A falta de infraestrutura adequada, o desrespeito às leis de trânsito e a convivência conflituosa entre veículos motorizados e bicicletas são problemas estruturais. O seminário busca justamente criar um espaço de diálogo para enfrentar essas questões de forma coordenada.

Especialistas apontam que a redução de sinistros exige uma abordagem integrada, que envolva engenharia de tráfego, fiscalização eficiente, educação continuada e participação da comunidade. A Carta dos Ciclistas pode ser um instrumento valioso para orientar as políticas públicas, mas sua efetividade dependerá do compromisso das autoridades em implementar as medidas propostas. Após aprovação, a Carta será entregue às autoridades de mobilidade e segurança viária do Estado.

Como participar

Os interessados em participar do seminário devem se inscrever com antecedência, pois as vagas são limitadas. O evento é gratuito e aberto ao público, mas a organização recomenda chegar cedo para garantir lugar. Para quem for de bicicleta, haverá um bicicletário no local, mediante preenchimento de formulário prévio. A Alesp fica na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, próximo ao Parque Ibirapuera, com fácil acesso por transporte público.

A participação da sociedade é fundamental: as inscrições são limitadas e o bicicletário requer formulário prévio. O documento final será um reflexo das demandas reais de quem pedala diariamente, seja para trabalho, lazer ou como meio de transporte. A expectativa é que o evento marque um passo importante na luta por um trânsito mais justo e seguro para todos.

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