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Segurança no GNV: cuidados para evitar acidentes e explosões


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Segurança no GNV: cuidados para evitar acidentes e explosões
Crédito: autoesporte.globo.com

O GNV, ou gás natural veicular, é uma solução econômica e ambientalmente mais limpa para o transporte urbano. No entanto, para que essa alternativa seja segura, é fundamental seguir uma série de cuidados e manutenções periódicas. A falta de atenção a esses detalhes pode aumentar o risco de acidentes e até explosões.

Como funciona o sistema de GNV

O funcionamento básico de um sistema de GNV consiste em armazenar o gás comprimido em cilindros instalados geralmente no porta-malas do veículo. Esses cilindros são projetados para suportar altas pressões, garantindo a integridade do gás durante o uso. A partir daí, o gás passa por um redutor de pressão, que transforma os cerca de 220 bar do cilindro em uma pressão adequada para a queima no motor.

Nos kits mais modernos, esse processo é gerenciado eletronicamente, com sensores e injetores controlando a mistura de gás e ar. Isso permite uma queima mais eficiente e reduz a emissão de poluentes. A troca entre o uso do GNV e da gasolina ou etanol é feita de forma automática ou manual, dependendo do tipo de kit. Essa flexibilidade é um dos atrativos do sistema, mas exige que todos os componentes estejam em perfeito estado.

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Certificação obrigatória e legalidade

Circular sem o CSV (Certificado de Segurança Veicular) válido é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e retenção do veículo até a regularização. Essa inspeção é obrigatória anualmente: o CSV deve ser renovado todos os anos para que o veículo continue autorizado a circular com GNV. A emissão do certificado é necessária para que o uso do gás seja registrado no CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo).

Sem o CSV atualizado, o uso do GNV é considerado ilegal, o que pode resultar em multa, pontos na CNH e até apreensão do carro. Portanto, manter a documentação em dia é um passo essencial para a segurança e a conformidade legal. Além disso, a inspeção anual verifica as condições do sistema, prevenindo falhas que poderiam levar a acidentes.

Manutenção preventiva: itens críticos

Mangueiras ressecadas, válvulas desgastadas ou filtros entupidos comprometem o funcionamento e elevam o risco de falha. Por isso, é importante realizar revisões periódicas em todos os componentes do sistema. A revisão do redutor de pressão deve ser feita a cada 2 anos ou a cada 30.000 km, conforme recomendação do fabricante. Já a checagem do sensor de pressão e injetores é especialmente importante em kits de 5ª geração.

Já os kits de 3ª geração, mais antigos, funcionam com controle eletrônico parcial, enquanto os de 4ª geração são totalmente mecânicos. Esses sistemas exigem atenção redobrada, pois não possuem o mesmo nível de controle eletrônico. Em qualquer caso, seguir o plano de manutenção indicado pelo instalador é fundamental para garantir a segurança e o desempenho do veículo.

Riscos de vazamento e locais perigosos

O cilindro é projetado para suportar altas temperaturas por um período limitado, com válvula de alívio que libera o gás gradualmente em caso de incêndio, reduzindo o risco de explosão. Essa característica é resultado de rigorosos testes de segurança e do uso de materiais adequados. No entanto, o principal risco associado ao GNV é o vazamento de gás, que pode ocorrer devido a conexões mal feitas ou componentes danificados.

Locais fechados e mal ventilados, como garagens subterrâneas sem exaustão adequada, são os mais perigosos, pois o gás pode se acumular no teto. Nesses ambientes, o gás natural, por ser mais leve que o ar, tende a se acumular no teto, criando uma atmosfera potencialmente explosiva. Por isso, é recomendável evitar estacionar em locais fechados e mal ventilados quando o veículo utiliza GNV. A ventilação adequada é uma medida simples que reduz significativamente os riscos.

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