A cada partida da seleção brasileira, hospitais de todo o país se preparam para um aumento no número de atendimentos decorrentes de acidentes de trânsito. A situação serve de alerta para todo o país. Embora os números sejam locais, o cenário reflete uma realidade nacional marcada pelo elevado número de lesões e mortes no trânsito, especialmente em períodos de grandes eventos e celebrações coletivas.
Empolgação e riscos nas ruas
Assistir aos jogos faz parte da tradição dos brasileiros. A empolgação típica da competição pode levar a decisões perigosas quando o assunto é mobilidade. Reuniões em bares, confraternizações e comemorações costumam estar associadas ao consumo de bebidas alcoólicas. Quando não há planejamento prévio sobre como voltar para casa, aumenta o risco de pessoas assumirem o volante sem condições adequadas para dirigir.
A orientação é simples: quem pretende consumir bebida alcoólica não deve dirigir. Alternativas como transporte por aplicativo, táxi, caronas com motoristas que não beberam ou transporte coletivo podem evitar tragédias. A euforia provocada pelas partidas também pode contribuir para distrações, excesso de velocidade e redução da percepção de risco.
Motociclistas são os mais vulneráveis
Os dados do hospital amazonense mostram que quase sete em cada dez atendimentos decorrentes de acidentes de trânsito envolveram motocicletas. O número reforça uma tendência observada em diferentes regiões do país. Motociclistas estão mais expostos aos impactos das colisões e quedas, uma vez que contam com menor proteção física em comparação aos ocupantes de automóveis.
Fraturas nos braços e pernas estão entre as lesões mais frequentes, mas não são as únicas. Dependendo da gravidade do sinistro, também podem ocorrer traumatismos, lesões permanentes e necessidade de múltiplos procedimentos cirúrgicos. Muitos desses condutores utilizam a motocicleta como instrumento de trabalho, o que amplia os impactos sociais e econômicos dos acidentes.
Recuperação longa e sequelas
Quando um paciente recebe alta hospitalar, o processo de recuperação muitas vezes está apenas começando. Dependendo das lesões sofridas, podem ser necessários meses de fisioterapia, acompanhamento médico contínuo e afastamento das atividades profissionais. Em alguns casos, as sequelas comprometem a capacidade laboral e alteram significativamente a rotina familiar.
Os sinistros de trânsito não representam apenas um problema de saúde imediata. Eles geram custos para o sistema de saúde, para a previdência social e para as famílias envolvidas. A prevenção, portanto, é o melhor caminho. Planejar o retorno para casa, respeitar os limites de velocidade e jamais dirigir após ingerir bebida alcoólica são medidas que salvam vidas.
Durante os jogos do Brasil, a atenção deve ser redobrada. A combinação de euforia, álcool e imprudência nas ruas pode transformar a festa em tragédia. Cabe a cada um fazer a escolha certa: se for beber, não dirija. Use transporte alternativo e preserve a sua vida e a dos outros.
Fonte
- www.portaldotransito.com.br
- vova130555@gmail.com para Depositphotos (depositphotos.com)
- hospital de referência em trauma do Amazonas (www.saude.am.gov.br)
