O Renault Mégane E-Tech 2027 chega ao mercado europeu com as mudanças mais profundas desde sua estreia em 2021. O modelo elétrico ganhou novo visual, bateria de maior capacidade e autonomia ampliada. Enquanto isso, no Brasil, as vendas do hatch seguem em ritmo lento, e a montadora ainda não confirmou quando a versão reestilizada desembarcará por aqui.
Mudanças visuais significativas
Na dianteira, o capô mantém o formato esculpido, mas agora apresenta borda totalmente lisa, sem o recorte anterior que abrigava o logotipo da marca. Os faróis passam a ser conectados por uma moldura texturizada com acabamento em preto brilhante, conferindo um visual mais moderno e integrado.
As dimensões do veículo sofreram pequenos ajustes. O Mégane E-Tech continua com 4,20 metros de comprimento, mas a largura aumentou 1,4 cm, chegando a 1,78 m. A altura cresceu 1,7 cm, totalizando 1,52 m, enquanto o entre-eixos permanece inalterado em 2,68 m. Por outro lado, a altura máxima em relação ao solo diminuiu de 13,5 cm para 12,4 cm, o que pode impactar o conforto em pisos irregulares.
O porta-malas oferece 440 litros de capacidade, podendo ser ampliado para 1.332 litros com o banco traseiro rebatido. Esses números são idênticos aos do modelo anterior, indicando que a Renault priorizou o design e a eficiência energética sem sacrificar o espaço interno.
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Interior sem novidades
No interior, a Renault praticamente não mexeu. O painel continua com volante de base e topo achatados, iluminação ambiente, detalhes revestidos em preto brilhante, quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, central multimídia de 12 polegadas e carregador sem fio para smartphones. A ausência de alterações pode ser vista como um ponto positivo para quem já apreciava o layout, mas também como uma oportunidade perdida para corrigir eventuais críticas dos consumidores.
Bateria maior, autonomia ampliada
A única novidade na mecânica é a bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de maior capacidade — 67 kWh, contra 60 kWh no modelo anterior. Segundo a marca, a autonomia com uma única carga aumentou de 468 km para 500 km, com base no ciclo europeu WLTP. Em estações de carregamento rápido, a bateria pode ser recarregada de 15% a 80% em aproximadamente 24 minutos, um tempo competitivo no segmento.
O motor elétrico dianteiro é o mesmo de 218 cv e 30,6 kgfm de torque. Dados de fábrica indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos e velocidade máxima limitada a 160 km/h. Apesar da bateria maior, o desempenho permanece idêntico ao da versão anterior, o que sugere que a Renault focou em aumentar a autonomia sem comprometer a dirigibilidade.
Brasil: vendas baixas e futuro incerto
No Brasil, o Mégane E-Tech foi lançado no final de 2023 como grande aposta da Renault para o mercado de elétricos. No entanto, entre janeiro até maio deste ano, emplacou apenas seis unidades. O número reflete a baixa aceitação do modelo, que enfrenta concorrência acirrada de elétricos chineses e de outros fabricantes tradicionais.
Procurada por Autoesporte, a Renault afirmou que o modelo atual “continua à venda no país”, mas não deu previsão sobre a chegada da versão reestilizada. Hoje, o Megane E-Tech é vendido ainda como ano-modelo 2025, em versão única, chamada EV60, por R$ 279.990. Sem a confirmação da nova versão, o futuro do hatch elétrico no mercado brasileiro permanece incerto.
Enquanto isso, os consumidores brasileiros interessados no Mégane E-Tech terão que se contentar com a versão atual, que já nasceu com tecnologia de 2021 e agora enfrenta concorrentes mais modernos. A Renault, por sua vez, não revelou planos de atualizar o modelo tão cedo, o que pode comprometer ainda mais suas vendas no país.
Fonte
- autoesporte.globo.com
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