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PRF alerta sobre uso irregular de Arla 32 em veículos pesados


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PRF alerta sobre uso irregular de Arla 32 em veículos pesados

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu um alerta direcionado a transportadoras e motoristas profissionais. O foco são as práticas irregulares no uso do Arla 32, reagente essencial para reduzir a emissão de poluentes em caminhões e ônibus a diesel.

Segundo as autoridades, tentativas de burlar o funcionamento do equipamento ainda são frequentes. Essas ações podem resultar em infrações administrativas, prejuízos mecânicos aos veículos e até enquadramento por crime ambiental.

A expectativa é que a fiscalização desse tipo de irregularidade seja reforçada nas rodovias federais ao longo de 2026.

Como funciona o sistema de controle de emissões

O Arla 32 é um reagente químico injetado no escapamento do veículo. Lá, ele reage com os gases gerados pelo motor.

Essa reação transforma os óxidos de nitrogênio (NOx) – poluentes altamente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente – em substâncias menos nocivas, como nitrogênio e vapor de água.

Obrigatoriedade e importância

O mecanismo é obrigatório em grande parte da frota de caminhões e ônibus produzidos nos últimos anos. Quando funciona corretamente, reduz significativamente a emissão de poluentes, representando um avanço importante no controle da poluição do transporte rodoviário.

Irregularidades identificadas nas fiscalizações

Durante operações, a PRF tem identificado diversas práticas irregulares. As principais são:

  • Bloqueio ou desativação completa do sistema de injeção do Arla 32.
  • Instalação de dispositivos eletrônicos falsos projetados para simular o funcionamento do equipamento, enganando os sistemas de monitoramento do veículo.
  • Retirada de componentes do sistema de controle de emissões, comprometendo diretamente sua eficácia.

Essas práticas, segundo as autoridades, podem aumentar significativamente a emissão de poluentes e comprometer o funcionamento do veículo, gerando custos elevados de manutenção.

Riscos da falta de manutenção adequada

Outro ponto de atenção destacado é a falta de manutenção adequada dos sistemas de controle de emissões.

Componentes sensíveis

Sensores, catalisadores e componentes eletrônicos que fazem parte do sistema SCR são sensíveis. Eles exigem funcionamento correto para garantir a eficiência na redução de poluentes.

Consequências da negligência

Quando há falhas nesses componentes ou utilização de reagentes fora do padrão de qualidade, o sistema pode apresentar:

  • Alertas no painel do veículo.
  • Redução de potência.
  • Outras restrições de funcionamento.

Portanto, a negligência na manutenção não apenas prejudica o meio ambiente, mas também afeta diretamente o desempenho do caminhão ou ônibus.

Orientações para empresas e motoristas

As orientações da PRF fazem parte de um conjunto de ações para ampliar o conhecimento sobre as exigências técnicas e legais relacionadas ao controle de emissões. A recomendação é que empresas e condutores:

  • Mantenham os sistemas de controle de poluentes em pleno funcionamento.
  • Utilizem Arla 32 de procedência confiável.
  • Realizem a manutenção preventiva dos veículos.

Essas medidas contribuem para reduzir o impacto ambiental do transporte rodoviário e garantir o desempenho adequado dos veículos a diesel. Dessa forma, evita-se prejuízos financeiros e problemas legais.

Reforço na fiscalização a partir de 2026

A expectativa das autoridades é que se reforce a fiscalização desse tipo de irregularidade nas rodovias federais ao longo de 2026.

Objetivos da ação

As ações visam coibir práticas que, além de ilegais, prejudicam a saúde pública e o meio ambiente.

Adaptação do setor

As irregularidades no uso do Arla 32 representam um desafio para o setor de transportes, que precisa se adaptar às normas ambientais cada vez mais rigorosas.

Com o aumento da fiscalização, espera-se maior conscientização e conformidade por parte dos profissionais do setor, beneficiando toda a sociedade.

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