Um levantamento inédito do programa Mapear, desenvolvido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com a Childhood Brasil, revela que as rodovias federais brasileiras concentram mais de 13 mil pontos de risco para exploração sexual de crianças e adolescentes. Os dados, consolidados em uma cartilha, detalham a situação por estado e indicam as regiões com maior criticidade. A iniciativa, iniciada em 2009, busca orientar ações preventivas e repressivas mais eficazes.
Criticidade por estado
A cartilha identifica, em números absolutos, as unidades da federação que se destacam em termos de criticidade. Embora a fonte não detalhe os números específicos de cada estado, o documento serve como ferramenta para direcionar recursos e esforços das forças de segurança.
Os pontos de risco incluem áreas como postos de combustíveis, bordéis, lanchonetes e outros estabelecimentos às margens das rodovias onde há maior vulnerabilidade para crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Dessa forma, a PRF utiliza esses dados para intensificar o patrulhamento e realizar operações focadas.
Parceria de longa data
Desde 2009, a Childhood Brasil atua em parceria com a PRF na consolidação dos dados obtidos no mapeamento das rodovias federais. O objetivo da parceria é jogar luz sobre a situação encontrada e, consequentemente, tornar as atuações preventivas e repressivas mais eficazes.
A organização não governamental, especializada na proteção da infância, contribui com expertise técnica e metodológica para a análise das informações coletadas pelos policiais rodoviários. Essa colaboração permite que os dados sejam transformados em políticas públicas e ações concretas no terreno.
Policiamento preventivo exitoso
Para Fernando Oliveira, diretor-geral da PRF, o Mapear consolidou-se como uma das experiências mais exitosas de policiamento preventivo no país. A declaração foi feita durante a apresentação do levantamento, que reforça a importância de mapear vulnerabilidades para antecipar crimes.
Oliveira destacou que a ferramenta permite à corporação atuar de forma estratégica, priorizando regiões com maior incidência de denúncias e histórico de exploração. O sucesso do programa, segundo ele, reside na combinação de dados objetivos com a atuação próxima das comunidades.
Guardiã da dignidade humana
A coordenadora-geral de Direitos Humanos da PRF, Fernanda Souza, falou sobre o futuro e o papel da instituição como guardiã da dignidade humana. Souza enfatizou que o Mapear não é apenas um instrumento de segurança, mas também de garantia de direitos.
Ela defendeu que a PRF deve continuar aprimorando a coleta e análise de informações, ampliando parcerias com órgãos de assistência social e conselhos tutelares. A meta é transformar cada ponto de risco em um local monitorado e seguro, com ações integradas que vão além da repressão policial.
