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Plataforma STLA One: base de 30 carros da Stellantis

Plataforma STLA One: base de 30 carros da Stellantis

Crédito: autoesporte.globo.com

A Stellantis anunciou, em 15 de maio de 2026, um investimento de 60 bilhões de euros (aproximadamente R$ 350 bilhões, considerando a cotação de R$ 5,83 por euro em 15/05/2026) para o lançamento de 60 novos veículos globalmente até 2030, no plano batizado de FaSTLAne. A plataforma STLA One será a base de pelo menos 30 desses modelos, incluindo SUVs compactos e sedãs médios. O objetivo desse plano bilionário é reverter os prejuízos registrados em 2025 e, ao mesmo tempo, responder ao avanço da concorrência chinesa.

A nova arquitetura chega em 2027 e promete unificar cinco plataformas atuais em uma única base escalável. Com isso, a Stellantis espera acelerar o desenvolvimento de novos projetos e reduzir custos em aproximadamente 20%. A empresa afirma que a STLA One terá capacidade para mais de 2 milhões de unidades até 2035, o que representa cerca de 15% da produção global projetada da Stellantis.

Foco em quatro marcas principais

A Stellantis vai focar em quatro principais marcas do grupo: Jeep, Ram, Peugeot e Fiat. O quarteto terá prioridade no lançamento dos novos ativos globais do grupo. Chrysler, Dodge, Citroën, Opel e Alfa Romeo também se beneficiarão desses mesmos recursos globais.

DS e Lancia continuarão focadas em países como França e Itália. As duas marcas serão gerenciadas pela Citroën e pela Fiat, respectivamente. A Maserati será posicionada como “marca de luxo pura” e ganhará dois novos modelos. Ao todo, serão 29 veículos elétricos (BEV), 15 híbridos plug-in (PHEV) ou elétricos com extensor de autonomia (REEV), 24 híbridos plenos (HEV) e 39 veículos com motor de combustão ou híbridos leves (MHEV).

Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com

Arquitetura modular e versátil

A plataforma STLA One foi projetada para suportar múltiplos sistemas de propulsão e tamanhos de veículos, com foco nos segmentos B, C e D. A matriz tem interfaces comuns para reduzir a complexidade e acelerar o desenvolvimento de novos projetos, além de reduzir os custos em aproximadamente 20%.

Sozinha, a STLA One poderá ser usada por pelo menos 30 modelos diferentes de todo o grupo e alcançar mais de 2 milhões de unidades até 2035. A base será lançada em 2027 e foi desenvolvida para unificar cinco outras plataformas em uma única arquitetura escalável. Essa consolidação deve simplificar a produção e permitir que diferentes marcas compartilhem componentes, mantendo identidades distintas.

Baterias LFP e integração estrutural

Um dos principais destaques da STLA One será a estratégia de baterias, com maior utilização de células LFP (fosfato de ferro-lítio). A tecnologia permitirá reduzir o custo dos veículos elétricos e diminuir a dependência de matérias-primas consideradas críticas, segundo a Stellantis. As células LFP são conhecidas por menor custo e maior estabilidade térmica, embora tenham densidade energética um pouco inferior às de níquel-manganês-cobalto.

Outra solução prevista é a integração da bateria à estrutura da carroceria, o que pode reduzir peso, custos e complexidade do veículo, além de otimizar o aproveitamento da energia incorporada. Essa abordagem, chamada de “cell-to-pack” ou “cell-to-chassis”, elimina módulos intermediários e aproveita o espaço de forma mais eficiente. A plataforma também será compatível com sistemas elétricos de 800 volts, permitindo tempos de recarga mais rápidos e potentes.

Tecnologias de software e direção

É a primeira plataforma da Stellantis a integrar a STLA Brain (arquitetura central de computação e software escalável da empresa), a STLA SmartCockpit (tecnologia de interação cliente-veículo) e a tecnologia steer-by-wire, que é um sistema que elimina a conexão mecânica entre o volante e as rodas, usando sensores e sinais elétricos para controlar o esterçamento.

O steer-by-wire permite ajustes dinâmicos na relação de direção, podendo variar a resposta conforme a velocidade e o modo de condução. Além disso, abre caminho para futuras atualizações de software que alterem o comportamento do veículo sem mudanças mecânicas. A integração com a STLA Brain centraliza o processamento de dados, reduzindo a quantidade de unidades de controle eletrônico e simplificando a arquitetura elétrica.

Declarações prospectivas e cautela

A empresa ressalta que as informações sobre a STLA One e seu lançamento são declarações prospectivas, baseadas nos planos e expectativas atuais. Isso significa que os prazos, volumes e características técnicas podem sofrer alterações conforme o desenvolvimento do projeto e as condições de mercado. A Stellantis não forneceu detalhes adicionais sobre quais modelos específicos usarão a plataforma primeiro, nem sobre as fábricas que a produzirão.

A estratégia da STLA One reflete a aposta da Stellantis em eletrificação e eficiência de custos para enfrentar a concorrência global. Com a unificação de plataformas e o foco em baterias mais baratas, a empresa busca posicionar seus veículos de forma competitiva nos segmentos de volume. A Stellantis não divulgou os cronogramas de lançamento por marca ou região.

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