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Atualização remota reduz autonomia de carro elétrico


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Atualização remota reduz autonomia de carro elétrico
Crédito: autoesporte.globo.com

Uma investigação da emissora estatal China Media Group revelou o chamado ‘bloqueio de bateria’, prática que estaria reduzindo a autonomia de carros elétricos após atualizações remotas. Por meio de atualizações OTA (Over-the-Air), fabricantes estariam alterando configurações do veículo sem comunicar claramente o consumidor, gerando insatisfação entre proprietários.

Autonomia real fica abaixo do prometido

Segundo a investigação, veículos homologados para rodar 500 km no ciclo chinês CLTC estariam entregando menos de 300 km em uso real. A diferença representa uma perda de mais de 40% da capacidade anunciada, o que contraria as expectativas dos compradores. Além da autonomia reduzida, o tempo de carregamento rápido (DC) teria saltado de 40 para 70 minutos em alguns casos, impactando diretamente a conveniência do veículo.

Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com

Como funciona o bloqueio de bateria

Na prática, a montadora altera o sistema que gerencia a bateria (BMS) para limitar seu uso. Isso pode fazer com que a bateria aceite menos carga, carregue mais devagar ou não deixe o motorista usar toda a energia disponível. A modificação remota ocorre sem que o proprietário seja informado de forma transparente, o que levanta questões sobre direitos do consumidor.

Reação da indústria e investigação governamental

A China Association of Automobile Manufacturers alegou que as acusações não tinham uma ‘fonte oficial’, contestando a validade das informações. No entanto, segundo informações, o governo está fazendo investigações para apurar os relatos. A situação coloca em debate a confiança nas atualizações OTA e o equilíbrio entre inovação tecnológica e transparência com o usuário.

Desafio térmico nas recargas ultrarrápidas

Discussões sobre a temperatura das baterias durante recargas ultrarrápidas mostram que o gerenciamento térmico é o grande desafio para os próximos tempos. O calor gerado em carregamentos de alta potência pode exigir ajustes no BMS para proteger a bateria, mas a forma como esses ajustes são comunicados aos consumidores ainda é motivo de controvérsia. A investigação da China Media Group trouxe à tona a necessidade de maior regulamentação e transparência nesse processo.

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