No feriado da Independência, em 7 de setembro, cinco pórticos de pedágio com tecnologia free flow entram em operação na BR-060/364, no trecho entre Mato Grosso e Goiás. A cobrança será automática, sem praças de parada, e o valor da tarifa varia conforme o tipo de veículo, número de eixos e localização do pórtico. A medida promete agilizar o tráfego e modernizar a gestão da rodovia.
Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos da via, identificados como P2, P3, P4 e P5, além de um primeiro pórtico não detalhado pela fonte. A operação simultânea dos cinco dispositivos marca uma nova etapa na infraestrutura rodoviária da região, com impacto direto para motoristas de passeio e transporte de carga.
Onde ficam os pórticos de cobrança
Os pórticos estão distribuídos ao longo da BR-364, com localizações precisas divulgadas pela concessionária. O P2 está no km 258+660, em Mineiros (GO); o P3, no km 340+415, em Portelândia (GO); o P4, no km 51+600, em Alto Garças (MT); e o P5, no km 106+106, em Pedra Preta (MT). A localização do primeiro pórtico não foi divulgada pela concessionária.
Essa distribuição cobre diferentes municípios e estados, exigindo atenção redobrada dos condutores que trafegam pela rodovia. A sinalização vertical e os painéis eletrônicos auxiliam na identificação dos pontos de cobrança, mas a familiaridade com os trechos pode evitar surpresas no orçamento da viagem.
Para quem percorre longas distâncias, como transportadores e viajantes a lazer, conhecer a posição exata de cada pórtico permite planejar rotas e estimar custos. A transição para o sistema free flow elimina filas, mas exige adaptação dos usuários quanto ao pagamento posterior.
Vídeo: YouTube | Fonte: estradas.com.br
Como funciona o pagamento sem cancela
O sistema free flow dispensa a parada em cabines: sensores e câmeras identificam o veículo em movimento e registram a passagem. O valor devido pode ser quitado em até 30 dias após cruzar o pórtico, mesmo para quem não possui tag eletrônica. Essa flexibilidade beneficia motoristas ocasionais e turistas que não utilizam a rodovia com frequência.
Os canais de pagamento são variados, conforme informado pela concessionária. Há opções presenciais em postos de gasolina parceiros: Mahle, em Rio Verde (GO); Décio, em Mineiros (GO); e Locomotiva, em Pedra Preta (MT). Além disso, painéis instalados nas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) orientam sobre os procedimentos.
Para quem prefere o meio digital, a fonte não detalhou quais plataformas estarão disponíveis, mas a existência de múltiplos canais sugere alternativas como aplicativos, sites ou centrais telefônicas. O importante é que o usuário regularize a tarifa dentro do prazo para evitar multas ou restrições.
Descontos para quem usa tag eletrônica
Usuários com tag ativa recebem automaticamente 5% de desconto ao cruzar qualquer pórtico. A vantagem é aplicada sem necessidade de cadastro adicional, bastando que o dispositivo esteja vinculado ao veículo e com saldo suficiente. Esse benefício imediato incentiva a adesão ao sistema de cobrança automática.
Além do desconto básico, motoristas das categorias 1, 3 e 5 — que correspondem a veículos de passeio, caminhões leves e pesados, respectivamente — podem obter descontos adicionais se passarem com frequência pelo mesmo pórtico. Os percentuais e a quantidade mínima de passagens para o desconto progressivo não foram divulgados pela concessionária.
A lógica de fidelização busca recompensar quem utiliza a rodovia regularmente, como moradores de cidades próximas e transportadores com rotas fixas. A combinação de desconto automático e progressivo pode representar economia significativa ao longo do mês, especialmente para frotas comerciais.
Tarifa varia conforme veículo e local
O valor da tarifa não é único: ele depende do tipo de veículo, do número de eixos e da localização do pórtico. Veículos maiores, como caminhões e ônibus, pagam mais devido ao maior desgaste do pavimento e à ocupação de espaço. Já os pórticos podem ter valores diferentes conforme o custo de manutenção do trecho ou a distância percorrida.
Essa variação exige que o motorista consulte a tabela de preços antes de viajar, principalmente se o trajeto incluir múltiplos pórticos. Os valores exatos de cada pórtico não foram divulgados; a tarifa varia conforme tipo de veículo, número de eixos e localização.
Para veículos de passeio com dois eixos, a tarifa tende a ser menor, mas ainda assim é preciso considerar o impacto no orçamento de viagens longas. A transparência na divulgação dos valores será fundamental para a aceitação do novo sistema pelos usuários.
Orientações para quem não tem tag
Quem não possui tag eletrônica não está impedido de trafegar pela rodovia. A passagem é registrada pela placa do veículo, e o pagamento pode ser feito em até 30 dias. Esse prazo é maior do que o praticado em sistemas tradicionais, onde a evasão gera multa imediata.
Para facilitar a quitação, a concessionária disponibiliza pontos físicos em postos de combustível e bases de atendimento. Os postos Mahle, Décio e Locomotiva funcionam como correspondentes de cobrança, permitindo que o motorista pague em dinheiro, cartão ou outros meios aceitos no local.
É recomendável que o usuário anote a data e o local da passagem para evitar esquecimentos. O não pagamento dentro do prazo pode acarretar penalidades previstas no contrato de concessão, cujas consequências específicas não foram detalhadas.
Impacto no tráfego e na rotina dos motoristas
A eliminação das praças de pedágio reduz o tempo de viagem e o consumo de combustível, já que os veículos não precisam desacelerar ou parar. Em feriados prolongados, como o da Independência, o fluxo intenso tende a fluir melhor sem os gargalos tradicionais.
Por outro lado, a adaptação ao novo modelo exige atenção redobrada nas primeiras semanas. Muitos motoristas podem não perceber que passaram por um pórtico e deixar de pagar dentro do prazo. A sinalização e as campanhas educativas serão essenciais para minimizar erros.
A longo prazo, o free flow tende a se consolidar como padrão em rodovias concedidas, trazendo mais eficiência e previsibilidade. Para o usuário, a chave é manter os dados do veículo atualizados e, se possível, adotar a tag para garantir descontos e evitar esquecimentos.
Fonte
- estradas.com.br
- Concessionária Rota Agro MT-GO – Way-364 (way364.com.br)
- Deliberação 248/26 (www.in.gov.br)
