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Mortes sem cinto de segurança sobem em rodovias da Arteris


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Mortes sem cinto de segurança sobem em rodovias da Arteris
Crédito: www.portaldotransito.com.br

Levantamento da Arteris revela aumento de mortes sem cinto de segurança

A Arteris, concessionária que administra importantes rodovias do país, divulgou um levantamento que acende um alerta para a segurança viária: 4 em cada 10 mortos em acidentes nas estradas sob sua gestão estavam sem cinto de segurança. O dado considera exclusivamente veículos cuja utilização do dispositivo é obrigatória, não incluindo ocorrências envolvendo motocicletas e bicicletas. A informação foi divulgada pela própria concessionária, que monitora constantemente as condições de tráfego e os índices de acidentalidade em sua malha viária.

Comparativo entre 2025 e 2026 mostra alta de 35% nos óbitos

O recorte temporal da análise compara os primeiros sete meses de 2025 com o mesmo período de 2026. Nesse intervalo, os óbitos de ocupantes de veículos sem cinto de segurança saltaram de 34 para 46 casos. Trata-se de um aumento de 35% em um ano, o que reforça a gravidade do comportamento de risco por parte de motoristas e passageiros.

A concessionária não detalhou a distribuição dessas mortes por tipo de veículo ou por rodovia específica, o que limita a análise., mas o número absoluto já indica uma tendência preocupante.

Acidentes gerais também cresceram, mas em menor proporção

No mesmo período, o volume geral de acidentes nas rodovias administradas pela Arteris, considerando o mesmo recorte de veículos analisados, passou de 11.008 para 11.385. Ou seja, houve um crescimento de cerca de 3,4% no total de ocorrências. Esse dado contextualiza o aumento das mortes sem cinto: ainda que o número de acidentes tenha subido em proporção menor, a letalidade entre os que não usavam o equipamento de segurança cresceu de forma mais acentuada. A fonte não detalhou a gravidade dos demais acidentes nem o perfil das vítimas.

Tecnologia é aposta da concessionária para coibir infrações

Diante desse cenário, a Arteris tem investido em tecnologia para coibir infrações de trânsito, especialmente aquelas relacionadas ao uso do cinto de segurança e ao manuseio do celular ao volante. Os equipamentos utilizados pela concessionária empregam algoritmos de alta precisão para identificar, em tempo real, condutas irregulares, como ausência do cinto e o uso do celular ao volante. Esses sistemas são capazes de capturar imagens mesmo em alta velocidade, o que aumenta a eficácia da fiscalização.

Como funciona o monitoramento

As imagens geradas por esses dispositivos são transmitidas diretamente às centrais do policiamento rodoviário, que analisam os registros e realizam as autuações cabíveis, garantindo rigor técnico e uso estratégico da inovação na preservação da vida. Dessa forma, a tecnologia não apenas flagra a infração, mas também subsidia a autoridade de trânsito com evidências robustas para a aplicação das penalidades previstas em lei. A Arteris não informou quantos equipamentos estão em operação nem em quais trechos eles estão instalados, impossibilitando avaliar a cobertura da fiscalização.

Obrigatoriedade do cinto e impacto na mortalidade

O uso do cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes de veículos, conforme o Código de Trânsito Brasileiro. A infração é considerada grave, com multa e perda de pontos na carteira. Ainda assim, os dados da Arteris mostram que uma parcela significativa dos condutores e passageiros segue negligenciando o equipamento, o que tem impacto direto na mortalidade em acidentes. A concessionária reforça a importância da conscientização.

Especialistas em segurança viária costumam apontar que o cinto de segurança reduz drasticamente o risco de morte em colisões, pois impede que os ocupantes sejam arremessados contra o painel, o para-brisa ou para fora do veículo. No entanto, a fonte não trouxe depoimentos de especialistas nem estimativas de vidas que poderiam ter sido salvas com o uso do equipamento. O foco do levantamento é estatístico, com base nos registros de acidentes e óbitos nas rodovias sob concessão da Arteris.

Fiscalização e educação podem não ser suficientes

O aumento de mortes sem cinto de segurança em um intervalo de apenas um ano sugere que as ações de fiscalização e educação para o trânsito podem não estar sendo suficientes para mudar o comportamento dos usuários. A Arteris não detalhou se houve intensificação das campanhas educativas ou se o número de autuações por esse tipo de infração também cresceu no período. A concessionária limitou-se a apresentar os dados e a destacar o papel da tecnologia no monitoramento.

Universo analisado exclui motos e bicicletas

Vale ressaltar que o levantamento exclui motocicletas e bicicletas, o que significa que o universo analisado é composto por automóveis, caminhonetes, caminhões e ônibus, veículos nos quais o cinto é item de série e de uso obrigatório. Essa delimitação torna o dado ainda mais relevante, pois não há justificativa técnica para a não utilização do equipamento nesses casos. A fonte não informou se houve variação no perfil da frota circulante nas rodovias administradas.

Alerta para motoristas e passageiros

Os números apresentados pela Arteris servem de alerta para motoristas e passageiros que trafegam pelas rodovias concedidas. A combinação de mais acidentes e mais mortes sem cinto indica que o risco nas estradas pode estar aumentando, especialmente para aqueles que ignoram as normas básicas de segurança. A concessionária não fez projeções para os próximos meses.

Por fim, a Arteris reafirma seu compromisso com a segurança viária por meio do uso de tecnologias de fiscalização e do compartilhamento de dados com as autoridades. A empresa não detalhou planos de expansão dos equipamentos nem metas de redução de acidentes. O levantamento, no entanto, cumpre o papel de trazer à tona um problema que muitas vezes passa despercebido no dia a dia do trânsito: a escolha individual de não usar o cinto de segurança pode ter consequências fatais e coletivas.

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