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Mortes de motociclistas no Brasil crescem 38% em 5 anos


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Mortes de motociclistas no Brasil crescem 38% em 5 anos
Crédito: www.portaldotransito.com.br

O Brasil contabilizou 37.150 mortes no trânsito ao longo de 2024. Desse total, 15.459 vítimas eram motociclistas, o equivalente a 41,6% dos óbitos. Os números foram apresentados pelo Atlas da Violência 2026 e revelam um crescimento de 38% nas mortes de motociclistas entre 2019 e 2024. A análise acende um alerta para a segurança viária e para a necessidade de políticas públicas direcionadas a esse grupo vulnerável.

Atlas da Violência revela aumento expressivo

O levantamento do Atlas da Violência 2026 mostra que, em cinco anos, as mortes de motociclistas saltaram de um patamar anterior para 15.459 casos em 2024. Esse crescimento de 38% contrasta com a estabilidade ou redução observada em outras categorias de vítimas no trânsito. A proporção de 41,6% do total de óbitos indica que quase metade das pessoas que perdem a vida no trânsito brasileiro estava sobre duas rodas. O dado isolado já dimensiona a gravidade do problema.

Especialistas apontam que o aumento da frota de motocicletas, impulsionado por serviços de entrega e pelo custo menor em relação aos carros, pode estar associado a essa tendência. No entanto, o Atlas não estabelece causalidade direta. A transição para a próxima seção exige compreender quem são os profissionais que analisam esse cenário.

Especialista analisa causas e vulnerabilidade

Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, destaca que a vulnerabilidade do motociclista aumenta à medida que cresce a velocidade. Em colisões mais violentas, o risco de mortes e de lesões graves se eleva consideravelmente. O motociclista não conta com a proteção de uma carroceria, airbags ou cinto de segurança, o que o expõe diretamente ao impacto.

Mariano ressalta que a combinação de alta velocidade com manobras imprevisíveis potencializa os acidentes fatais. A falta de estrutura adequada nas vias, como sinalização e pavimento regular, também contribui para a insegurança, embora a fonte não tenha detalhado esses aspectos. A análise do especialista reforça a necessidade de medidas educativas e de fiscalização.

Renovação da CNH não revisita segurança

Um ponto crítico levantado por Celso Mariano é a ausência, na renovação da CNH, de uma etapa que faça as pessoas revisitarem os princípios básicos de segurança no trânsito. Diferentemente do exame inicial, que exige aulas práticas e teóricas, a renovação se limita a exames médicos e psicológicos, sem reciclagem de conteúdo. Isso significa que condutores podem passar décadas sem atualizar conhecimentos sobre direção defensiva ou mudanças na legislação.

Para motociclistas, essa lacuna é ainda mais grave, pois as técnicas de pilotagem segura evoluem e exigem prática constante. Segundo o especialista, a falta de revisão periódica contribui para a perpetuação de hábitos inadequados. A transição natural é discutir quais atitudes concretas podem reduzir os riscos.

Atitudes fundamentais para proteger motociclistas

Respeitar a distância lateral, sinalizar antes de mudar de faixa, verificar os pontos cegos e evitar movimentos repentinos são atitudes fundamentais para proteger quem circula de moto. Essas práticas, quando adotadas por todos os condutores, reduzem a probabilidade de colisões e atropelamentos. O motociclista, por sua vez, deve manter velocidade compatível com a via e usar equipamentos de proteção, como capacete e vestuário adequado.

Respeitar a distância lateral, sinalizar antes de mudar de faixa e verificar pontos cegos são atitudes que reduzem colisões. Pequenas ações, como olhar duas vezes antes de abrir a porta do carro ou dar seta com antecedência, podem salvar vidas. A educação no trânsito, desde a formação do condutor até campanhas permanentes, é apontada como caminho para reverter a tendência de alta.

Trânsito exige atenção e percepção do risco

O trânsito exige atenção e percepção do risco. Essa afirmação, presente na análise do especialista, resume a postura necessária para todos os usuários das vias. A distração ao volante ou ao guidão, o uso de celular e a fadiga são fatores que comprometem a capacidade de reação. Para motociclistas, a margem de erro é mínima, pois qualquer falha pode resultar em consequências fatais.

Desenvolver a percepção de risco significa antecipar situações perigosas, como um veículo mudando de faixa sem sinalizar ou um pedestre atravessando fora da faixa. Cursos de direção defensiva e treinamentos específicos para motociclistas podem aprimorar essa habilidade. A redução das mortes exige políticas integradas de educação, fiscalização e infraestrutura, além de mudança cultural que priorize a vida.

Os dados do Atlas da Violência 2026 e a análise de Celso Mariano evidenciam que o crescimento de 38% nas mortes de motociclistas não é um problema isolado. A combinação de vulnerabilidade física, velocidade, falta de reciclagem na CNH e atitudes inadequadas no trânsito forma um cenário de alto risco. Enfrentar essa realidade exige políticas integradas de educação, fiscalização e infraestrutura, além de uma mudança cultural que priorize a vida sobre a pressa.

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