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Mitsubishi Triton Savana 2026: 1.500 km na BR-319 e Transamazônica


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Mitsubishi Triton Savana 2026: 1.500 km na BR-319 e Transamazônica
Crédito: autoesporte.globo.com

O desafio das estradas amazônicas

Uma Mitsubishi Triton Savana 2026 partiu de Careiro às 6h de quarta-feira com destino a Humaitá. O município possui 58 mil habitantes. O percurso totalizou 593 km, passando por trechos da BR-319 e da Transamazônica.

Essas rotas são conhecidas por suas condições desafiadoras. O mapa na central multimídia de 9 polegadas do veículo indicava uma previsão de 11 horas de viagem. A realidade, porém, mostrou-se diferente.

A central possui CarPlay apenas via cabo. Ela foi uma das ferramentas utilizadas durante o trajeto.

Logística de abastecimento

Antes da jornada, o tanque de combustível de 75 litros foi abastecido. O litro custava R$ 7,99.

Esse cuidado se mostrou essencial. Uma placa na estrada sinalizava que o próximo posto ficava a mais de 500 km dali.

A logística de abastecimento é um dos principais obstáculos para quem trafega por essas regiões. Ela exige planejamento rigoroso dos motoristas.

Preparação para o trecho de terra

O coração do desafio estava no trecho do meio da viagem. Ele possui 400 km de terra.

Para enfrentar essas condições, a Savana estava equipada com:

  • Rodas aro 18”.
  • Pneus GoodYear Wrangler Duratrac RT 265/60 R18.

Segundo as especificações, esses pneus são 80% voltados para o off-road e 20% para o asfalto. A combinação é projetada para terrenos irregulares.

Ajuste para enfrentar a lama

À medida que o asfalto se aproximava do fim, uma placa alertava: “Fim do trecho pavimentado a 52 km”. Em menos de 10 km, a estrada pavimentada realmente terminou.

Deu lugar a um caminho de terra. Para melhorar a tração na lama, a calibração dos pneus foi reduzida de 36 para 28 psi.

Esse ajuste é comum em situações off-road. Ele aumenta a área de contato com o solo.

Suspensão e travessias no percurso

A Savana conta com uma suspensão independente de braços triangulares duplos na dianteira. Na traseira, possui eixo rígido com feixe de molas semielípticas.

Essa configuração é projetada para oferecer equilíbrio entre conforto e capacidade de carga. São aspectos importantes em estradas de terra longas e irregulares.

O sistema foi colocado à prova continuamente ao longo dos 400 km sem pavimentação.

Travessia de balsa em Igapó-Açu

Um dos pontos marcantes da viagem foi a travessia de balsa em Igapó-Açu. O local fica em Manicoré.

A passagem custou R$ 30 e durou cerca de 15 minutos. Ela ofereceu uma breve pausa na jornada.

Durante a travessia, a dupla do canal no YouTube “Inverno na Transamazônica”, Thiago e Rafael, acompanhou o veículo. Eles registraram parte da experiência.

Abastecimento alternativo e chegada

Em um trecho onde postos de combustível são escassos, ambulantes ofereciam galões de 20 litros de diesel S10 por R$ 200.

Essa prática é comum em rotas remotas. A infraestrutura formal é limitada nessas áreas.

O alto preço reflete a dificuldade logística de levar combustível até esses locais. Representa uma opção crucial para evitar ficar sem abastecimento.

Fim da jornada

Após 21 horas de viagem, a Savana chegou a Humaitá às 3h de quinta-feira. Os últimos 30 km do percurso foram de asfalto liso.

Eles ofereceram um alívio após centenas de quilômetros em estrada de terra. A chegada marcou o fim de um teste exigente.

O veículo foi colocado diante de alguns dos desafios mais característicos das estradas da Amazônia.

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