Em 2026, a Fiat completará 50 anos de presença no Brasil. Nesse meio século, a marca conquistou milhões de brasileiros, mas poucos levaram essa paixão tão longe quanto Matheus Huttembergue Lima. Ele é o responsável pela maior coleção de carros da Fiat no país, um acervo que começou a ser formado ainda na infância e hoje reúne modelos raros e emblemáticos.
O início de tudo: um Fiat Uno 1.5 R
O fascínio de Matheus pela Fiat teve um marco claro: o Fiat Uno 1.5 R. Esse modelo se tornou a referência de um carro legal para ele e jamais saiu de sua memória. Ainda criança, em um festival de carros, ele não se interessou pela exposição de um concessionário da Volkswagen que estava no evento. Enquanto o pai pedia para tirar uma foto ao lado de um Fusca, Matheus não aparece sorrindo na imagem — sinal de que seu coração já pertencia a outra marca.
Nos anos 90, a família trocou o Fusca por um Corcel II LDO. Mas Matheus pressionou o pai a adquirir um Fiat Uno ELX na cor verde Itajaí. Eles foram até a concessionária da Fiat em Amparo e descobriram que o carro só estava disponível para encomenda, com espera mínima de 120 dias. Durante a negociação, houve a desistência de um outro cliente, o que poderia encurtar o prazo. O vendedor sugeriu o pagamento de um valor adicional para fechar negócio. Matheus, que havia aprendido o significado de ágio em uma revista automotiva, comentou sobre o termo na frente do vendedor. Por conta da gafe, o negócio não rolou. Meses depois, o pai comprou outro Uno, mas não na cor verde Itajaí.
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O primeiro carro e a construção do acervo
Aos 14 anos, Matheus aprendeu a dirigir. Aos 17, juntou todas as suas economias e vendeu a motocicleta que tinha para adquirir o seu primeiro Fiat Uno Mille. O carnê da negociação desse primeiro Mille está guardado até hoje em seu acervo pessoal, como uma relíquia que simboliza o início de tudo.
O segundo Fiat de Matheus foi um Palio, usado para deslocamentos diários. Em meados de 2011, ele adquiriu um Fiat Stilo zero-quilômetro que estava encalhado em uma concessionária do interior do Paraná. Esse carro, um Stilo Abarth na cor Azul Vitality, é uma peça rara — o único nessa cor no Brasil. Em 2025, o veículo foi personagem do especial de carros clássicos da Autoesporte, ganhando destaque nacional.
Reconhecimento e contribuições
Em 2024, Matheus cedeu um Fiat Uno Mille para uma reportagem especial da Autoesporte sobre os 40 anos do lançamento do Uno. A participação no especial mostrou como sua coleção tem valor histórico e cultural. Cada carro do acervo conta uma parte da história da Fiat no Brasil, desde modelos populares até versões esportivas. A paixão de Matheus não se limita a acumular veículos; ele preserva documentos, como o carnê do primeiro Mille, e mantém os carros em condições de circular, muitos deles originais de fábrica.
O maior acervo Fiat do Brasil
Embora a fonte não tenha detalhado o número exato de veículos, a coleção de Matheus é considerada a maior do país dedicada exclusivamente à Fiat. Ela inclui desde o Uno Mille, que marcou gerações, até o raro Stilo Abarth Azul Vitality. A trajetória do colecionador reflete a história da própria marca no Brasil: começou com o Uno, passou pelo Palio e chegou ao Stilo, modelos que fizeram sucesso em diferentes épocas. Matheus planeja continuar expandindo o acervo, sempre em busca de peças que completem a história da Fiat no país. Com a proximidade dos 50 anos da marca no Brasil, em 2026, sua coleção ganha ainda mais relevância como um patrimônio automotivo nacional.
Fonte
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