Carros

Geely EX2 gera operação de guerra na Renault


2 mins de leitura
Geely EX2 gera operação de guerra na Renault
Crédito: autoesporte.globo.com

Produção do Geely EX2 na Renault exige logística intensa

A produção do Geely EX2 na fábrica da Renault está sendo tratada como uma ‘operação de guerra’, segundo fontes ligadas ao projeto. O hatch elétrico, que mede 4,14 metros de comprimento, exige logística intensa para integrar componentes chineses à linha de montagem francesa.

Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com

Dimensões compactas, espaço interno generoso

O EX2 tem entre-eixos de 2,65 metros, o mesmo do Volkswagen T-Cross. A largura é de 1,81 metros e a altura, 1,58 metros. Apesar do porte compacto, o modelo oferece dois porta-malas:

  • Porta-malas principal: 375 litros
  • Porta-malas dianteiro (frunk): 70 litros

Essa configuração amplia a versatilidade para o uso urbano.

Conjunto mecânico unificado

O conjunto mecânico e as baterias são iguais para todas as configurações do veículo. O propulsor elétrico traseiro rende 116 cv de potência e torque de 15,3 kgfm. A aceleração de 0 a 100 km/h é cumprida em 9,7 segundos, desempenho compatível com hatches compactos a combustão.

Bateria e autonomia certificadas

A bateria tem capacidade de 39,4 kWh e proporciona autonomia de 289 km, segundo o Inmetro. Esse número atende ao uso diário da maioria dos motoristas urbanos. A garantia da bateria é de oito anos, enquanto a garantia do veículo cobre seis anos.

Recarga rápida em corrente contínua

A recarga máxima da bateria em corrente direta (DC) é de 70 kW. Com essa potência, o EX2 carrega de 30% a 80% da bateria em 21 minutos. Em corrente alternada (AC), a recarga máxima é de 6,6 kW, exigindo quase 7 horas para ir de 10% a 100%. A infraestrutura de recarga ainda é um desafio para a adoção em massa.

A ‘operação de guerra’ na fábrica da Renault reflete a complexidade de adaptar a produção para um veículo elétrico com especificações chinesas. O EX2 chega ao mercado com dimensões compactas, dois porta-malas e autonomia suficiente para o dia a dia, mas dependerá de uma rede de recarga eficiente para conquistar os consumidores.

Fonte