A linha 2026 do Geely EX2 sofreu seu primeiro reajuste de preço desde seu lançamento em novembro do ano passado. A versão de entrada Pro teve alta de R$ 800 e passa a custar R$ 124.600. Já o Geely EX2 Max sofreu aumento de R$ 1.000 e agora custa R$ 137.800. Os novos valores já estão em vigor nas concessionárias da marca. A fabricante não detalhou os motivos do reajuste, mas é comum que aumentos sejam atribuídos a variações de custos de produção e logística.
Com a mudança, o EX2 Pro fica R$ 13.200 mais barato que a configuração Max. Essa diferença se mantém em relação aos preços anteriores, quando o Pro custava R$ 123.800 e o Max, R$ 136.800. O aumento percentual foi de aproximadamente 0,64% para o Pro e 0,73% para o Max. Ainda assim, o modelo segue posicionado como uma opção de entrada no segmento de elétricos compactos.
Condições de financiamento em outubro
Para outubro, a Geely oferece duas opções de financiamento para o EX2. Na primeira opção, para garantir taxa zero é necessário pagar 70% do valor do carro como entrada (R$ 87.220) e financiar o restante em 12 parcelas de R$ 3.295. Essa condição é voltada para quem tem maior disponibilidade de entrada e busca quitar o veículo em um ano.
A segunda oferta oferece financiamento com taxa de juros de 1,27% ao mês, entrada de 69% do valor do carro (R$ 85.974) e 60 parcelas de R$ 990. Nesse caso, o prazo é mais longo e a entrada um pouco menor, mas há incidência de juros. Ambas as condições são válidas apenas para pessoa física e estarão disponíveis até o dia 31 de outubro ou enquanto o estoque durar.
Os valores de entrada e parcelas citados referem-se à versão Pro, que é a mais acessível. As condições de financiamento para a versão Max não foram divulgadas; recomenda-se consultar uma concessionária para obter detalhes específicos. Também não foram informadas taxas de cadastro ou outras despesas adicionais. Para o consumidor, é importante comparar o custo total de cada opção antes de fechar negócio.
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Produção local começa em dezembro
A produção local do Geely EX2 será iniciada em São José dos Pinhais (PR), na fábrica da Renault, até o mês de dezembro. Até lá, o modelo vendido no Brasil é importado. A nacionalização pode reduzir custos logísticos e, potencialmente, o preço final, mas a empresa não confirmou se haverá novo reajuste após o início da produção local.
A produção local do Geely EX2 faz parte de um investimento total de R$ 5,8 bilhões do grupo Renault Geely do Brasil. Desse montante, R$ 3,8 bilhões foram anunciados em 2025, quando a Geely adquiriu 26,4% da operação da Renault no Brasil. Outros R$ 2 bilhões foram aportados como complemento a este montante. O aporte reforça a aposta do grupo no mercado brasileiro de elétricos.
A fábrica da Renault em São José dos Pinhais já produz outros modelos e passará por adaptações para receber a linha do EX2. A expectativa é que a produção local aumente a disponibilidade do carro e reduza o tempo de espera. A Geely não informou se a versão Max também será produzida localmente desde o início ou se haverá prioridade para a configuração de entrada.
Dimensões e capacidade do EX2
O Geely EX2 tem 4,14 metros de comprimento, 2,65 m de entre-eixos, 1,81 m de largura e 1,58 m de altura. Essas medidas o colocam no segmento de hatches compactos, com bom aproveitamento de espaço interno. O entre-eixos alongado favorece o conforto dos passageiros traseiros, mesmo em um carro de dimensões contidas.
O compartimento principal de bagagens tem capacidade para 375 litros e o secundário, na dianteira, acomoda 70 litros. O porta-malas traseiro é suficiente para malas de viagem ou compras do dia a dia. Já o frunk dianteiro, comum em elétricos, serve para cabos de recarga ou objetos menores. A capacidade total de 445 litros é competitiva para a categoria.
O motor do EX2 é traseiro, uma característica que melhora a distribuição de peso e a tração em arrancadas. Essa configuração é típica de veículos elétricos de entrada, pois dispensa eixos de transmissão longos. O propulsor elétrico traseiro rende 116 cv de potência e 15,3 kgfm de torque. Com esse conjunto, a marca de 0 a 100 km/h é cumprida oficialmente em 9,7 segundos.
Bateria, autonomia e recarga
A bateria tem 39,4 kWh de capacidade e rende autonomia de 289 km, segundo o Inmetro. Esse número é medido no ciclo brasileiro, que tende a ser mais realista que o europeu. Para uso urbano, a autonomia atende bem deslocamentos diários e até viagens curtas. Em trajetos rodoviários, o motorista precisará planejar paradas para recarga.
A recarga máxima da bateria pode ser feita em corrente direta (DC) a 70 kW, carregando entre 30% e 80% em 21 minutos. Esse tempo é adequado para uma pausa rápida em estações de carregamento rápido. Em corrente alternada (AC), a recarga máxima acontece em 6,6 kW de potência, demandando quase 7 horas para carregar de 10% a 100%. A recarga em AC é indicada para uso residencial ou no trabalho.
A garantia da bateria é de 8 anos e a garantia do veículo é de 6 anos. Esses prazos são superiores aos da maioria dos concorrentes e trazem segurança ao comprador. A garantia da bateria cobre defeitos de fabricação e perda de capacidade acima do especificado. Já a garantia do veículo cobre os demais componentes, exceto itens de desgaste natural.
Com preço inicial de R$ 124.600 e autonomia de 289 km, o Geely EX2 se posiciona como uma opção competitiva no segmento de elétricos compactos. O reajuste de preço é modesto e não deve afastar potenciais compradores. As condições de financiamento de outubro podem facilitar a aquisição, especialmente para quem tem entrada alta. Com a produção local prevista para dezembro, o modelo tende a ganhar ainda mais competitividade no mercado brasileiro.
Fonte
- autoesporte.globo.com
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