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EUA: 10 mortes por airbags chineses falsos em carros


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EUA: 10 mortes por airbags chineses falsos em carros
Crédito: autoesporte.globo.com

Dez mortes ligadas a peças falsas

Autoridades dos Estados Unidos investigam um caso grave envolvendo airbags falsificados fabricados na China. As peças já causaram a morte de 10 pessoas.

A empresa responsável é a Jilin Province Detiannuo Automobile Safety System (DTN). Os infladores entraram no país de maneira ilegal, pois são oficialmente proibidos.

Como os airbags falsos chegaram aos carros

A suspeita é que oficinas independentes adquiriram os componentes para equipar carros acidentados. Esses veículos foram consertados e revendidos no mercado de usados.

Esse cenário criou um risco invisível para consumidores que compraram carros sem saber da troca.

Diferenças entre peças falsas e originais

Os airbags em questão são cópias visuais quase perfeitas das originais. Isso dificulta sua identificação a olho nu.

Eles foram vendidos por cerca de US$ 100 (aproximadamente R$ 580), valor muito abaixo do preço das peças legítimas. No entanto, o funcionamento técnico é completamente diferente.

Essa discrepância técnica é o principal causador das mortes identificadas. Transforma um dispositivo de segurança em um perigo letal.

Falha técnica provoca tragédias

De acordo com o órgão regulador norte-americano NHTSA, um airbag precisa inflar em menos de 20 milissegundos para funcionar com segurança.

No caso dos airbags piratas, as bolsas de ar se rompiam completamente durante o impacto. A má qualidade dos materiais causava a ruptura.

Mecanismo da falha fatal

Em vez de amortecer o choque, os dispositivos liberavam fragmentos de metal pela cabine do veículo. Esses estilhaços foram lançados em direção ao pescoço, peito e rosto dos ocupantes.

Os ferimentos causados foram fatais. Os estilhaços estão diretamente ligados às 10 mortes registradas.

A sequência de falhas revela um risco sistêmico nos componentes falsificados. A tragédia serve como alerta severo sobre os perigos de peças automotivas não originais.

Eco de um escândalo mundial

O caso lembra o escândalo da empresa japonesa Takata, que abalou a indústria automotiva global. Os airbags defeituosos da Takata também lançavam fragmentos metálicos pela cabine.

O mecanismo de falha é semelhante ao observado agora. Os componentes da Takata equiparam mais de 100 milhões de veículos em todo o mundo.

Comparação entre os casos

  • Caso Takata: envolveu peças originais com defeito de fabricação.
  • Caso atual: envolve falsificações introduzidas no mercado de forma clandestina.

Ambos resultam na mesma tragédia: a transformação de um equipamento de proteção em uma ameaça à vida. A memória do escândalo anterior intensifica a preocupação.

Alcance e marcas envolvidas

Até agora, o uso dos airbags falsificados foi identificado em veículos específicos:

  • Chevrolet Malibu
  • Hyundai Sonata

A estimativa é que cerca de 10.000 carros de diversas marcas tenham sido afetados. Essa escala sugere que o problema pode estar mais disseminado.

Desafios na investigação

A investigação continua para mapear a extensão total do comércio ilegal. O fato de as peças terem sido instaladas em carros acidentados e revendidos torna o rastreamento particularmente desafiador.

Consumidores que adquiriram veículos usados, especialmente com histórico de colisão, são orientados a ficarem atentos. A prioridade das autoridades é conter novos incidentes.

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