Quem utiliza um autopropelido no dia a dia pode se surpreender com o baixo custo de operação, especialmente no que diz respeito ao consumo de energia elétrica. Segundo David Peterle, CEO da StreetGo, o custo de operação é um dos fatores que mais surpreendem quem começa a utilizar um autopropelido. Para entender esse impacto na conta de luz, é preciso considerar a capacidade da bateria, a eficiência do carregamento e a tarifa residencial.
Bateria e perdas no carregamento
Em uma bateria de 960 Wh, ou 0,96 kWh, é preciso levar em conta também as perdas naturais que ocorrem durante o processo de carregamento. No caso dos modelos da StreetGo, a eficiência global é de aproximadamente 89%. Isso significa que, para armazenar 0,96 kWh na bateria, o consumo efetivo retirado da rede elétrica é de cerca de 1,08 kWh por carga completa.
Essa diferença de 11% ocorre porque parte da energia é dissipada na forma de calor durante a conversão e o armazenamento. Assim, o valor pago na conta de luz é calculado sobre o total consumido da tomada, e não apenas sobre a capacidade nominal da bateria.
Quanto custa uma recarga completa
Considerando uma tarifa residencial entre R$ 0,90 e R$ 1,10 por kWh, uma recarga completa representa um gasto aproximado de R$ 0,97 a R$ 1,19 na conta de luz. Esse valor é relativamente baixo se comparado ao abastecimento de veículos a combustão. A variação depende da tarifa praticada pela distribuidora local e de eventuais bandeiras tarifárias.
Para quem utiliza o autopropelido diariamente, o impacto mensal na conta de luz pode ser facilmente estimado multiplicando o número de recargas pelo custo unitário. Para estimar o impacto mensal, multiplique o número de recargas pelo custo unitário.
Autonomia e custo por quilômetro
A autonomia dos autopropelidos da StreetGo varia entre aproximadamente 20 e 60 quilômetros por carga, dependendo do modelo e das condições de utilização. Com base nessa autonomia, o custo exclusivamente com energia elétrica fica entre cerca de R$ 0,02 e R$ 0,06 por quilômetro rodado. Esse valor é significativamente inferior ao de um automóvel movido a gasolina.
A autonomia real pode variar de acordo com fatores como peso do condutor e da carga transportada, relevo, velocidade, calibragem dos pneus, condições do percurso e forma de condução. Portanto, os números apresentados são estimativas médias e podem sofrer alterações conforme o uso.
Comparação com carro a gasolina
Para efeito de comparação, um automóvel que percorra, por exemplo, 12 quilômetros por litro e seja abastecido com gasolina a R$ 6,50 o litro apresenta um gasto de aproximadamente R$ 0,54 por quilômetro rodado apenas com combustível. Isso representa um custo por quilômetro cerca de nove vezes maior do que o teto estimado para o autopropelido.
Além da economia direta, os autopropelidos enquadrados de acordo com a Resolução CONTRAN nº 996/2023 dispensam habilitação, registro, licenciamento e emplacamento. Essa característica reduz custos burocráticos e facilita a adoção desse tipo de veículo em áreas urbanas.
O que considerar na conta de luz
O impacto na conta de luz depende da tarifa residencial e da eficiência do carregador. Quem carrega o autopropelido em casa deve observar se a tarifa é convencional ou se há possibilidade de aderir a planos com desconto em horários de menor demanda. Verifique com a distribuidora local a possibilidade de aderir a tarifas com desconto em horários de menor demanda.
Em resumo, o custo de carregamento de um autopropelido é baixo e previsível, tornando-o uma alternativa econômica para deslocamentos curtos. Os dados podem variar conforme o modelo e as condições locais.
Fonte
- www.portaldotransito.com.br
- Polo Industrial de Manaus (www.gov.br)

