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BYD demite 100 mil na China e lucro cai 19%


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BYD demite 100 mil na China e lucro cai 19%
Crédito: autoesporte.globo.com

BYD anuncia corte de 100 mil empregos na China

A montadora chinesa BYD, líder global em veículos elétricos e híbridos, anunciou corte de 100 mil empregos na China. A medida faz parte de uma nova diretriz operacional para sustentar sua posição no mercado.

O anúncio ocorre após a empresa registrar queda de 19% nos lucros em 2025, somando 326,2 bilhões de yuans. O cenário é marcado por guerra de preços e investimentos contínuos em tecnologia.

Em contraste, no Brasil, a BYD segue estratégia oposta, com expansão de sua fábrica em Camaçari (BA). A unidade deve ampliar o quadro de funcionários e gerar milhares de empregos.

Reestruturação na China para manter liderança

O enxugamento do quadro de funcionários na China visa sustentar a liderança no mercado de elétricos e híbridos. Apesar do corte, a BYD bateu recorde de vendas em 2025.

Números das vendas globais

  • Mais de 4,6 milhões de veículos entregues em todo o mundo
  • Cerca de 1 milhão de unidades exportadas
  • Receita de 8,04 trilhões de yuans no mesmo ano

Essa reestruturação visa otimizar operações em meio a um ambiente competitivo acirrado. A fonte não detalhou quais setores ou regiões serão mais afetados pelos cortes de empregos.

Por outro lado, a estratégia reflete um ajuste para enfrentar pressões de mercado e garantir eficiência a longo prazo.

Queda nos lucros e seus motivos

A BYD reportou queda de 19% nos lucros de 2025, somando 326,2 bilhões de yuans. O declínio foi atribuído a dois fatores principais:

Guerra de preços no mercado chinês

A concorrência intensa tem pressionado as margens das montadoras no mercado doméstico.

Investimentos em tecnologia

O investimento contínuo em tecnologias, novos veículos e baterias também contribuiu para a redução dos ganhos, conforme informações disponíveis.

Esses fatores combinados criam um cenário desafiador, mesmo com o alto volume de vendas. A empresa não divulgou projeções específicas para reverter a tendência de queda nos lucros.

Em contraste, os investimentos em inovação são vistos como essenciais para manter a competitividade futura no setor de mobilidade elétrica.

Estratégia oposta no Brasil

No Brasil, a BYD realiza estratégia totalmente diferente da implementada na China. A fábrica da empresa em Camaçari (BA) segue em plena expansão.

Dados da fábrica de Camaçari

  • Planos de ampliar quadro além dos 3.500 trabalhadores atuais
  • Geração de cerca de 10 mil empregos (diretos e indiretos) em plena capacidade
  • 97% dos funcionários atuais são brasileiros
  • Área total de 4,6 milhões de m²
  • R$ 5,5 bilhões em investimentos

O complexo baiano é o maior da BYD fora da China. Essa abordagem contrasta claramente com os cortes realizados na matriz chinesa.

Expansão e objetivos no mercado brasileiro

Atualmente, a fábrica de Camaçari opera com a montagem dos modelos Dolphin Mini, Song Pro e King no regime SKD. Os veículos chegam parcialmente desmontados.

Próximos passos na produção

  • Fabricação com processos nacionais será iniciada no segundo semestre
  • Início mais preciso no final do mês de julho
  • Marca nova fase de produção local

Metas da BYD no Brasil

  • Tornar-se uma das três maiores montadoras do país até 2028
  • Emplacar anualmente cerca de 350 mil veículos no Brasil
  • Em 2025, vendeu 112.915 unidades no mercado brasileiro

Esses planos ambiciosos refletem a confiança da empresa no potencial do Brasil para veículos elétricos e híbridos. A expansão da fábrica é um passo crucial nessa direção.

Perspectivas para o futuro

Os cortes de empregos na China e a queda nos lucros em 2025 mostram os desafios que a BYD enfrenta em seu mercado doméstico. O cenário é dominado por guerra de preços e necessidade constante de inovação.

No entanto, a empresa mantém liderança global em vendas, com recorde de mais de 4,6 milhões de veículos entregues no ano passado.

Estratégia no Brasil

No Brasil, a estratégia de expansão com a fábrica de Camaçari sinaliza um compromisso de longo prazo com o mercado local. A transição para fabricação nacional a partir de julho deve fortalecer a presença da marca.

A meta de se tornar uma das três maiores montadoras do país até 2028 dependerá, em grande parte, do sucesso dessa iniciativa.

Enquanto ajusta operações na China, a BYD aposta no crescimento internacional, com o Brasil como peça-chave nesse plano. O contraste entre os cortes de empregos na matriz e a geração de vagas no exterior ilustra as diferentes fases de maturidade dos mercados onde a empresa atua.

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