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Mobilidade no Rio precisa de mais infraestrutura


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Mobilidade no Rio precisa de mais infraestrutura

Novas regras após tragédia na Tijuca

A prefeitura do Rio de Janeiro estabeleceu novas regras para veículos de micromobilidade, como ciclomotores, autopropelidos e bicicletas elétricas. A medida veio uma semana após o atropelamento e morte de mãe e filho que estavam em uma bicicleta elétrica por um ônibus na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro.

O acidente reacendeu o debate público sobre a segurança no trânsito para esses modos de transporte, que ganharam popularidade nos últimos anos.

Principais determinações da regulamentação

Entre as principais determinações estão:

  • Exigência de emplacamento para veículos
  • Exigência de habilitação para condutores

O emplacamento favorece a identificação e a fiscalização, enquanto a exigência de habilitação assegura um nível mínimo de conhecimento das normas de trânsito. Essas regras buscam trazer mais ordem para um cenário que, segundo especialistas, carecia de normatização há anos.

A iniciativa de tentar normatizar e disciplinar o grande problema que é a micromobilidade urbana hoje é positiva. No entanto, a regulamentação do Rio é apenas um primeiro passo, tecnicamente justificável, mas que depende de outras ações para ser efetiva.

Especialistas apontam necessidade de mais ações

Para além da regulamentação, especialistas destacam que a segurança no trânsito exige um conjunto mais amplo de medidas. A principal ação, disponível a todas as prefeituras, é a redução e o controle da velocidade.

Medidas complementares essenciais

Além disso, é crucial:

  • Investimento em infraestrutura segregada para micromobilidade motorizada, como ciclovias protegidas
  • Campanhas de educação no trânsito voltadas a todos os usuários
  • Regulamentação mais diferenciada, considerando potência e velocidade dos veículos

A integração dessas medidas ao planejamento urbano e de transportes é vista como chave para resultados duradouros. Há anos era necessário um regramento para esses tipos de transportes, mas a norma sozinha não resolve todos os desafios.

A cidade precisa avançar em outras frentes para garantir que as ruas sejam seguras para todos.

Expansão de ciclovias ainda é insuficiente

Para se ter uma cidade mais atrativa para esses modos mais sustentáveis como a bicicleta é preciso planejamento e engajamento da comunidade. Nesse sentido, é preciso planejar e expandir as ciclovias.

No entanto, a realidade atual mostra que a cidade teve expansão pequena de ciclovias concentradas na zona sul. Essa concentração geográfica limita o acesso seguro a outros bairros, especialmente nas zonas norte e oeste.

Riscos da falta de infraestrutura

A falta de infraestrutura adequada força muitos usuários a compartilhar o espaço com carros e ônibus, aumentando os riscos de acidentes. A construção de mais vias exclusivas é, portanto, uma demanda recorrente de ciclistas e especialistas.

Sem uma rede cicloviária ampla e bem distribuída, as novas regras podem ter impacto limitado na segurança prática.

Divergências com normas nacionais

O decreto municipal traz divergências conceituais em relação aos veículos normatizados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Essas diferenças podem criar confusão sobre quais regras devem ser seguidas pelos usuários.

A falta de alinhamento entre esferas de governo é um obstáculo comum em políticas de mobilidade urbana. Especialistas alertam que a harmonização das normas é importante para evitar insegurança jurídica.

Desafios da regulamentação

A regulamentação do Rio é um passo necessário, mas precisa dialogar com as diretrizes nacionais. A coexistência de regras distintas pode complicar a fiscalização e a compreensão por parte dos cidadãos.

Essa complexidade regulatória contrasta com a experiência cotidiana dos usuários, que buscam praticidade e segurança.

Usuária defende regras e mais ciclovias

Moradora de Copacabana, na zona sul do Rio, a produtora de eventos Ananda Ruschel Sayão, de 48 anos, adotou a bicicleta elétrica há 3 anos para o seu dia a dia. Ela usa bastante o equipamento para levar e buscar a filha de 7 anos ao colégio, para supermercado, além de outras tarefas cotidianas.

Para ela, o veículo traz agilidade e sustentabilidade. Ananda é a favor das novas regras para ciclomotores, autopropelidas e bicicletas elétricas.

Opinião de quem usa no dia a dia

Em suas palavras, “Tem que ter regras, e mais ciclovias internas”. A usuária entende que a normatização é importante para a convivência no trânsito, mas reforça a necessidade de infraestrutura adequada.

Sua experiência ilustra como a micromobilidade já faz parte da rotina de muitos cariocas. A demanda por segurança e estrutura é unânime entre quem pedala pelas ruas da cidade.

Desafios para uma mobilidade segura

As novas regras para veículos leves no Rio de Janeiro representam uma resposta a um acidente trágico e a anos de demanda por regulação. A medida é vista como positiva e tecnicamente justificável, mas especialistas concordam que ela é apenas parte da solução.

Elementos para efetividade

A efetividade da normatização depende diretamente de:

  • Investimentos em infraestrutura, como a expansão de ciclovias para além da zona sul
  • Campanhas educativas
  • Controle de velocidade
  • Integração ao planejamento urbano

A harmonização com as normas federais também precisa ser resolvida para evitar conflitos. Enquanto isso, usuários como Ananda seguem pedindo por mais segurança e estrutura nas ruas.

O caminho para uma mobilidade verdadeiramente segura e sustentável no Rio ainda exige planejamento consistente e engajamento de toda a comunidade. A tragédia na Tijuca serve como um alerta para a urgência dessas mudanças.

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