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Nova regra do exame toxicológico para atletas na Austrália


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Nova regra do exame toxicológico para atletas na Austrália
Crédito: estradas.com.br

Contexto da medida

A Australian Football League (AFL) anunciou que exigirá exame toxicológico de seus atletas a partir da temporada 2027, conforme comunicado oficial de 15 de outubro de 2026. Assim como no Brasil, onde motoristas das categorias C, D e E devem fazer exame toxicológico de larga janela para obter ou renovar a CNH, a Austrália adotará teste capilar com detecção de até 90 dias.

No Brasil, o exame toxicológico de larga janela é obrigatório para condutores das categorias C, D e E, além de candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B.

Diferença entre os exames

A principal diferença em relação aos testes convencionais de sangue e urina está na janela de detecção. Os exames tradicionais geralmente identificam o consumo de cocaína durante alguns dias. Já a análise capilar permite investigar períodos muito mais longos e detectar comportamento de uso.

Relevância no esporte australiano

No contexto esportivo australiano, a decisão ganha relevância pelo tamanho do público e dos negócios envolvidos. Em alguns jogos da AFL, mais de 100 mil pessoas vão ao estádio, como ocorre no MCG de Melbourne.

O esporte é um grande negócio, com investimentos bilionários na transmissão das partidas. As medidas tomadas pela AFL visam proteger os atletas, mas também a credibilidade do business.

Casos recentes

Os casos de Nick Kyrgios e Lachie Cowan, ambos em 2026, reacenderam o debate sobre o uso de drogas ilícitas no esporte australiano. Um episódio envolvendo um atleta que dirigia a mais de 100 km/h em trecho de 60 km/h resultou em suspensão da habilitação por seis meses e multa, embora não tenha envolvido exame antidopagem esportivo. Na Austrália, a legislação de trânsito varia em cada estado, com punições distintas.

Outro caso ocorreu com o tenista australiano Nick Kyrgios, que testou positivo para cocaína durante um torneio em Mallorca, na Espanha, em junho de 2026. O atleta recebeu suspensão de um mês, conforme decisão divulgada pela Agência Internacional de Integridade do Tênis.

Na própria AFL, o defensor Lachie Cowan, do Carlton Blues, foi suspenso há poucos dias, após um episódio relacionado ao uso de drogas ilícitas no início de outubro de 2026. A liga não detalhou a substância envolvida nem a duração da suspensão.

Experiência brasileira

No Brasil, o exame toxicológico já é realidade para motoristas profissionais e candidatos à CNH. A exigência para as categorias C, D e E visa aumentar a segurança nas estradas, e a extensão para as categorias A e B ampliou o alcance da medida.

A análise capilar, utilizada nesses exames, permite detectar o uso de substâncias psicoativas em um período de até 90 dias, dependendo do comprimento do fio.

Especialistas apontam que a adoção de exames toxicológicos no esporte pode ter efeito dissuasório, além de identificar casos de uso contínuo. A janela de detecção ampliada é considerada uma vantagem em relação aos testes tradicionais, que flagrariam apenas o consumo recente.

A experiência brasileira com o exame toxicológico para motoristas pode servir de referência para a Austrália. No Brasil, a exigência gerou debates sobre privacidade e eficácia, mas foi mantida como política pública. A fonte não detalhou se haverá período de adaptação para os atletas australianos.

Implementação e tendências

A AFL ainda não definiu se a exigência se estenderá a outras modalidades, como críquete e rúgbi, nem a periodicidade dos exames; a liga prometeu divulgar os critérios até dezembro de 2026.

Enquanto isso, casos como o de Nick Kyrgios e Lachie Cowan mostram que o uso de drogas ilícitas não é raro no esporte de alto rendimento. A pressão por integridade e a proteção da imagem das ligas têm levado a medidas mais rígidas.

No futebol brasileiro, casos como os de Gonzalo Carneiro, Diogo e Jobson ilustram as consequências do uso de drogas: apenas Carneiro manteve carreira em clubes de elite após suspensão, enquanto Diogo sumiu do noticiário em 2023 e Jobson perambulou por times menores.

A decisão da AFL pode influenciar outras ligas australianas, como a NRL (rúgbi), que já estuda adotar protocolo semelhante, segundo declarações de seu presidente à imprensa local. A Austrália, ao adotar o exame toxicológico para atletas, segue um caminho já trilhado pelo Brasil no trânsito e pode influenciar outras nações.

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