Motorização híbrida leve de 12V
A picape intermediária Volkswagen Tukan terá motorização híbrida leve de 12 volts associada ao motor 1.0 turbo, conforme apuração exclusiva da reportagem de Autoesporte. A informação foi inicialmente divulgada pela jornalista Rafaela Borges, do blog Primeira Classe, no portal UOL, que foi a primeira a noticiar que a Tukan híbrida traria motor 1.0 turbo. Agora, a reportagem de Autoesporte pode afirmar que o sistema híbrido leve será de 12 volts e não de 48V, detalhe que diferencia a picape de outros projetos eletrificados da marca.
Segundo a fonte, a Tukan 1.0 TSI de 12V não será chamada em nenhuma ação comercial da marca, nem mesmo nos nomes de versões ou por meio de emblemas do tipo “híbrido” ou “hybrid” na tampa da caçamba. O discurso será de que a motorização é “eletrificada”, uma estratégia de comunicação que evita o termo híbrido e pode estar alinhada ao posicionamento do produto no segmento de picapes intermediárias.
Qual motor 1.0 TSI será usado?
Ainda não conseguimos confirmar se o motor 1.0 TSI associado ao sistema híbrido leve de 12 volts da Tukan será na calibração 200 TSI, recém estreada no Tera 2027 e que rende até 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque com etanol, com câmbio automático de oito marchas, ou o 170 TSI, de até 116 cv e 16,8 kgfm, automático de seis marchas.
A reportagem considera mais provável a segunda opção, devido ao posicionamento da picape e à faixa de preço esperada, mas a fonte não detalhou os critérios dessa escolha.
Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com
Outros projetos eletrificados da Volkswagen
O sistema híbrido leve de 48 volts associado ao motor 1.5 TSI Evo2 flex ficará restrito ao projeto Saga, um SUV cupê de porte médio que chega ao mercado brasileiro no começo de 2028. O Saga se baseia no T-Roc europeu e pode até manter o nome, mas terá porte maior. Além de versões MHEV de 48V, o Saga terá motorização híbrida plena (HEV) de 170 cv baseada no mesmo motor.
O conjunto 1.5 TSI Evo2 eletrificado, tanto de baixa quanto de alta tensão, virá inicialmente importado do México e terá sua produção nacionalizada só em 2031.
Funcionamento do sistema híbrido leve
Segundo a fonte, o sistema híbrido leve será gerenciado por um motor elétrico com potência entre 5 e 10 cv, que substitui de uma só vez o alternador e o motor de arranque. O sistema é alimentado por uma pequena bateria de íons de lítio localizada abaixo de um dos bancos dianteiros.
Este conjunto auxilia na partida a frio e nas arrancadas, reduzindo o atraso na resposta do acelerador, comum em modelos da marca devido às novas normas de emissões do Proconve L8.
Expansão da motorização híbrida leve
A Tukan TSI de 12V deve ser o primeiro entre outros modelos da marca a adotar essa mesma motorização híbrida leve. A expectativa é que produtos como Polo, Virtus 170 TSI, Nivus Sense e futuras versões intermediárias do próprio Tera adotem essa mesma motorização híbrida leve. Essa estratégia pode ampliar a oferta de veículos eletrificados da Volkswagen no Brasil, atendendo às exigências de emissões sem recorrer a sistemas mais caros de 48V.
Versões e configurações da Tukan
A motorização híbrida leve com motor 1.0 turbo da Volkswagen Tukan deve ser aplicada só nas versões de topo com cabine dupla, como a Extreme, já confirmada como opção de topo da picape intermediária. As configurações cabine simples devem trazer o veterano motor 1.6 MSI aspirado flex de 16 válvulas e quatro cilindros, de até 116 cv e 16,1 kgfm, com câmbio manual. Essa divisão de motorizações reflete a estratégia da marca de oferecer opções mais acessíveis para o trabalho e versões mais equipadas e eficientes para o uso misto.
Suspensão e freios
A Volkswagen Tukan terá suspensão traseira por eixo rígido ômega com molas semielípticas, igual ao da Fiat Strada e que tem a função de aumentar a robustez e a capacidade de carga do modelo. Os freios traseiros serão a tambor, solução comum em picapes de entrada e que contribui para reduzir custos de manutenção. A fonte não detalhou outros aspectos técnicos da suspensão dianteira ou do sistema de freios, mas essas escolhas indicam foco em durabilidade e capacidade de carga, características valorizadas no segmento.
