Acidentes causam 62% das perdas de carga; veja como revisar sua apólice O índice revela a vulnerabilidade do transporte de mercadorias diante de ocorrências como colisões, tombamentos e outros imprevistos nas estradas. A constatação acende um alerta para transportadoras, embarcadores e seguradoras, que precisam rever suas estratégias de proteção. A gestão de riscos no transporte surge como peça central para reduzir prejuízos e garantir a continuidade das operações.
Acidentes lideram as causas de perdas
O percentual de 62% coloca os acidentes como principal fator de perdas de carga no território nacional. Esse dado evidencia que, apesar dos avanços em segurança viária e tecnologia embarcada, as ocorrências seguem impactando fortemente a cadeia logística. Segundo o Portal do Trânsito, os dados são de 2025, mas a metodologia não foi divulgada. No entanto, o número reforça a urgência de medidas preventivas e de uma gestão de riscos mais robusta.
Além dos acidentes, outros eventos também comprometem a integridade das cargas. Além dos acidentes, eventos climáticos extremos também causam perdas, exigindo planejamento de rotas alternativas. Esses fenômenos climáticos, cada vez mais frequentes, exigem atenção redobrada no planejamento de rotas e na contratação de seguros. A transição para uma abordagem proativa é essencial para mitigar impactos.
Clima extremo amplia os desafios
As mudanças climáticas têm intensificado a ocorrência de eventos extremos em diversas regiões. Enchentes, alagamentos e deslizamentos podem comprometer o transporte e gerar perdas significativas, especialmente em áreas de risco. A infraestrutura rodoviária, muitas vezes deficiente, agrava a situação. Diante desse cenário, a gestão de riscos no transporte deve considerar não apenas os acidentes, mas também a exposição a desastres naturais.
No entanto, nem todas as apólices contemplam danos causados por enchentes, alagamentos e deslizamentos automaticamente. Essa lacuna contratual pode surpreender gestores que acreditam estar totalmente cobertos. A falta de clareza sobre as coberturas é um dos principais gargalos na proteção de cargas. Por isso, a análise criteriosa das apólices é um passo indispensável.
Apólices podem ter coberturas limitadas
Alguns contratos podem apresentar exclusões, limites restritivos ou exigências de contratação adicional. Isso significa que, mesmo com um seguro vigente, a empresa pode não receber indenização em determinadas situações. As exclusões costumam variar conforme a seguradora e o tipo de carga transportada. A gestão de riscos no transporte exige, portanto, um mapeamento detalhado das condições contratuais.
Pesquisa da CNT de 2024 mostrou que 40% dos gestores não leem as apólices integralmente. Muitas vezes, a apólice é contratada sem uma leitura atenta das cláusulas e coberturas. Esse desconhecimento pode levar a decisões equivocadas na hora de acionar o seguro. A transparência e a comunicação entre seguradora e segurado são fundamentais para evitar surpresas.
Desconhecimento aumenta riscos na regulação
O desconhecimento das condições aumenta o risco de descumprimento das exigências previstas no contrato. Cada apólice estabelece obrigações específicas, como comunicação imediata do sinistro, uso de equipamentos de segurança e rotas predefinidas. O não cumprimento dessas exigências pode resultar na negativa de cobertura. Assim, a gestão de riscos no transporte deve incluir treinamento e disseminação das informações contratuais.
Além disso, o desconhecimento das condições aumenta o risco de problemas no momento da regulação de um sinistro. A regulação é o processo de análise e pagamento da indenização, e qualquer inconsistência pode atrasar ou inviabilizar o recebimento. Gestores bem informados conseguem agilizar esse processo e evitar litígios. A preparação prévia é um diferencial competitivo no setor.
Preço baixo não garante proteção
Uma apólice mais barata nem sempre representa a melhor proteção para a operação. A economia inicial pode se transformar em prejuízo maior caso a cobertura seja insuficiente. É preciso avaliar o custo-benefício considerando os riscos específicos da carga e da rota. A gestão de riscos no transporte deve priorizar a adequação da cobertura, não apenas o valor do prêmio.
Diante desse panorama, especialistas recomendam uma revisão periódica das apólices e a adoção de práticas preventivas. A integração entre tecnologia, treinamento e seguro é o caminho para reduzir as perdas. Especialistas recomendam instalar telemetria, treinar motoristas em direção defensiva e revisar apólices semestralmente. Contudo, o dado de 62% de perdas por acidentes serve como ponto de partida para uma transformação na gestão de riscos no transporte.
