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Chevrolet prepara fábrica para motor híbrido flex


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Chevrolet prepara fábrica para motor híbrido flex
Crédito: autoesporte.globo.com

A montadora Chevrolet está em estágio avançado para iniciar a produção de seu primeiro motor híbrido flex de fabricação nacional. Além disso, a empresa confirmou que a nova motorização, integralmente desenvolvida no Brasil, será produzida em Joinville (SC) e equipará inicialmente o SUV Tracker e a picape Montana. Dessa forma, o lançamento dos veículos eletrificados está previsto para meados de 2025.

Investimento bilionário e centros de produção

A General Motors destinará cerca de R$ 10,5 bilhões em investimentos no Brasil até 2028. Ademais, o valor reflete a relevância do país na estratégia global da companhia e será aplicado no desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

A fábrica de São Caetano do Sul (SP) centralizará a montagem dos automóveis híbridos. Ademais, a unidade de Joinville (SC) abrigará a linha de produção do propulsor eletrificado e, segundo informações, já está sendo preparada para iniciar a montagem desse novo conjunto.

Dessa forma, a estratégia visa nacionalizar a tecnologia de ponta e atender de forma ágil à demanda local por veículos mais eficientes e sustentáveis.

Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com

O coração eletrificado: motor 1.2 turbo flex com 48V

O novo conjunto motriz parte do motor 1.2 turbo flex de três cilindros, que atualmente entrega 141 cv de potência e 22,9 kgfm de torque. Além disso, a esse propulsor será integrado um sistema híbrido leve (MHEV) de 48 volts, conforme informações da Autoesporte.

Arquitetura MHEV de 48 volts

Essa arquitetura é semelhante à utilizada pela Stellantis nos modelos Jeep Renegade Hybrid e Fiat Toro Hybrid, diferenciando-se do sistema de 12 volts empregado nos Fiat Pulse e Fastback. Além disso, a GM ressalta que o projeto foi desenvolvido integralmente pela equipe de engenharia brasileira, sem dependência de matrizes estrangeiras.

Benefícios esperados

Na prática, um híbrido leve de 48 volts proporciona pequenos ganhos de potência e torque em situações como ultrapassagens e retomadas. Dessa forma, o motor elétrico reduz o esforço do propulsor a combustão, auxiliando na economia de combustível e na diminuição de emissões.

Detalhes ainda não revelados

A Chevrolet não detalhou as vantagens específicas de seu sistema. Além disso, a fonte não esclareceu se o veículo será capaz de tracionar as rodas em modo puramente elétrico ou se o auxílio será apenas pontual.

Consumo atual e perspectivas

Atualmente, sem eletrificação, os veículos registram as seguintes médias de consumo:

  • Tracker (etanol): 7,7 km/l (cidade) e 10 km/l (estrada)
  • Tracker (gasolina): 11,2 km/l (cidade) e 14,1 km/l (estrada)
  • Montana (etanol): 7,5 km/l (cidade) e 9,7 km/l (estrada)
  • Montana (gasolina): 11 km/l (cidade) e 13,5 km/l (estrada)

Portanto, com a introdução do sistema híbrido, a expectativa é de melhora nesses índices, embora os números oficiais ainda não tenham sido divulgados.

Tracker e Montana serão os primeiros eletrificados

O SUV Tracker e a picape Montana estão confirmados como os primeiros modelos a receber a motorização híbrida flex. Ademais, ambos já utilizam o motor 1.2 turbo em suas versões atuais, o que facilita a adaptação para o sistema MHEV de 48 volts.

Dessa forma, a escolha desses veículos reflete a importância do segmento de entrada e intermediário no mercado brasileiro, um passo estratégico na eletrificação da Chevrolet no país.

Palavra dos executivos

Thomas Owsianski, presidente da General Motors na América do Sul, afirmou que os novos conjuntos híbridos estão em fase final de desenvolvimento. Além disso, Fábio Rua, vice-presidente da GM do Brasil, tem acompanhado de perto a preparação das fábricas.

Dessa forma, as declarações reforçam o compromisso da companhia com a produção local e a descarbonização da frota, em linha com o ambiente regulatório brasileiro que valoriza o etanol como combustível limpo.

O que esperar até 2025

Com lançamento previsto para meados de 2025, os híbridos flex da Chevrolet chegarão ao mercado em um momento de expansão da oferta de veículos eletrificados. Além disso, a produção integrada entre Joinville (motor) e São Caetano do Sul (veículos) é um indicativo de uma cadeia produtiva robusta.

No entanto, ainda restam dúvidas. A fonte não detalhou o funcionamento prático do sistema MHEV nem seus reais impactos no consumo. Ademais, a fabricante também não divulgou preços ou configurações específicas das versões híbridas. A expectativa geral, porém, é que a novidade ajude a posicionar a Chevrolet de forma mais competitiva no cenário nacional.

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