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Frenagem automática no Brasil pode reduzir acidentes de trânsito


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Frenagem automática no Brasil pode reduzir acidentes de trânsito
Crédito: www.portaldotransito.com.br

O que é a frenagem automática?

Conhecido internacionalmente como Automatic Emergency Braking (AEB), o recurso faz parte dos Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS). Os ADAS são um conjunto de tecnologias que auxiliam a condução e têm como principal objetivo reduzir acidentes causados por falhas humanas. A frenagem automática, em particular, atua em situações de risco iminente, aplicando os freios sem a intervenção do condutor.

Funcionamento e aplicação

De acordo com Marcelo Alves, a tecnologia foi desenvolvida para atuar em situações nas quais o motorista demora a reagir. Sensores e câmeras monitoram o ambiente ao redor do veículo, identificando obstáculos como outros carros, pedestres ou ciclistas. Quando o sistema detecta uma colisão iminente e o motorista não responde a tempo, ele aciona automaticamente os freios para evitar ou mitigar o impacto. A frenagem automática já é adotada em diversos países, especialmente na Europa, onde tem contribuído para a redução de acidentes.

Contexto brasileiro

No Brasil, a previsão é que o equipamento passe a integrar os veículos produzidos no país a partir de 1º de janeiro de 2029, conforme resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A adoção da frenagem automática acompanha um movimento internacional de incorporação de sistemas eletrônicos voltados à segurança veicular. Conforme o professor Marcelo Augusto Leal Alves, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), a frenagem automática representa mais um passo na evolução da automação veicular.

Outros recursos dos ADAS

Além da frenagem automática, os sistemas ADAS podem incluir recursos como assistência de permanência em faixa, monitoramento de obstáculos e outros dispositivos capazes de auxiliar o motorista durante a condução. Esses sistemas trabalham em conjunto para aumentar a segurança, mas cada um tem uma função específica. Por exemplo, a assistência de permanência em faixa alerta o motorista quando o veículo sai involuntariamente da pista, enquanto o monitoramento de obstáculos identifica pontos cegos.

Custo e tendências

Segundo Marcelo Alves, embora a tecnologia ainda apresente custo elevado, a tendência é que esse valor diminua à medida que a produção em escala avance. A redução de custo repete o que ocorreu com outros equipamentos de segurança, como o airbag. Inicialmente caros, esses itens se tornaram acessíveis com a popularização. Com a evolução da eletrônica embarcada, recursos antes restritos a veículos de categorias superiores começam a ganhar espaço no mercado. Isso pode representar um importante avanço para a redução de acidentes nos próximos anos.

Limitações e responsabilidade do condutor

Apesar dos avanços proporcionados pelos sistemas de assistência à condução, especialistas destacam que eles não eliminam a responsabilidade do condutor. A frenagem automática funciona como uma camada adicional de segurança, capaz de reduzir as consequências de distrações ou falhas de percepção. No entanto, a frenagem automática continua dependendo da atenção do motorista para que a condução seja realizada de forma segura. O sistema não substitui a vigilância humana, sendo apenas um auxílio em emergências.

Com a obrigatoriedade prevista para 2029, o Brasil se alinha a uma tendência global de veículos mais seguros. A expectativa é que a tecnologia contribua para a diminuição de colisões traseiras e atropelamentos, que estão entre os tipos mais comuns de acidentes. Contudo, a eficácia do sistema depende de manutenção adequada e de condições ideais de funcionamento dos sensores.

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