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Dia Mundial das Vítimas do Trânsito entra oficialmente no CTB


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Dia Mundial das Vítimas do Trânsito entra oficialmente no CTB
Crédito: www.portaldotransito.com.br

Nova lei insere data no CTB

A Lei nº 15.452/2026, sancionada recentemente, acrescenta o artigo 326-C ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A norma define que o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito será lembrado anualmente no terceiro domingo de novembro. Com essa medida, o Brasil passa a alinhar oficialmente o CTB a essa mobilização internacional, que já ocorria em diversos países.

A data foi instituída originalmente pela Assembleia Geral da ONU em 2005, que convidou os países-membros a reconhecerem o terceiro domingo de novembro como um dia dedicado à memória das vítimas do trânsito. Agora, o Brasil dá um passo concreto ao incorporar a data em sua legislação de trânsito, fortalecendo o espaço institucional para ações educativas e de conscientização.

Tramitação legislativa do projeto

A lei teve origem no PLS 267/2008, apresentado pelo então senador Gerson Camata. O texto foi aprovado no Senado e, em seguida, seguiu para a Câmara dos Deputados como PL 7.801/2010. Após aprovação na Câmara, recebeu a sanção presidencial, consolidando-se como norma vigente. O longo período de tramitação reflete a complexidade do processo legislativo e a necessidade de consenso em torno da proposta.

A incorporação da data ao CTB fortalece o espaço institucional para campanhas, ações educativas, homenagens e debates sobre segurança viária. Agora, órgãos de trânsito, escolas e entidades podem planejar atividades anuais com respaldo legal, ampliando o alcance das mensagens de prevenção.

Fatores de risco apontados pela ONU

A ONU destaca cinco fatores de risco no trânsito que contribuem significativamente para sinistros: não uso de cinto de segurança, capacete e dispositivos de retenção para crianças; consumo de álcool por motoristas; excesso de velocidade; e falta de infraestrutura adequada. Grande parte desses fatores está diretamente relacionada ao comportamento dos usuários das vias, o que torna a educação e a fiscalização ferramentas essenciais para reduzir mortes e lesões.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que, globalmente, mais de 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito. No Brasil, os números também são alarmantes, com dezenas de milhares de vítimas fatais anualmente. A data, portanto, serve como um lembrete da urgência de políticas públicas eficazes.

Impactos humanos e sociais

A data reforça a necessidade de discutir os impactos humanos, sociais e econômicos dos sinistros de trânsito e de ampliar políticas públicas voltadas à preservação da vida. Cada vítima deixa familiares e amigos que sofrem as consequências emocionais e financeiras do ocorrido. Além disso, o sistema de saúde e a previdência social arcam com custos elevados decorrentes de internações, reabilitações e pensões.

Ao inserir a data no CTB, o Brasil reconhece oficialmente a importância de homenagear vítimas, apoiar familiares e sobreviventes e manter viva a discussão sobre prevenção. Cerimônias, missas, caminhadas e eventos educativos podem ser organizados anualmente, dando visibilidade ao tema e promovendo a reflexão coletiva.

Mobilização como chamado à ação

A mobilização no terceiro domingo de novembro deve servir como um chamado para que poder público, entidades, especialistas e sociedade reforcem o compromisso com um trânsito mais seguro. A data não é apenas um momento de luto, mas também de ação: campanhas de conscientização, blitz educativas e debates em escolas podem ser intensificados nesse período.

Especialistas em segurança viária defendem que a inclusão da data no CTB é um avanço, mas alertam que é preciso ir além. A efetividade das políticas depende de investimentos em infraestrutura, fiscalização rigorosa e educação continuada. A lei, por si só, não salva vidas, mas cria o ambiente institucional necessário para que medidas concretas sejam implementadas.

Com a nova legislação, o Brasil se junta a outros países que já adotaram a data oficialmente, demonstrando compromisso com a Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2021-2030), proposta pela ONU. O objetivo global é reduzir em 50% as mortes e lesões no trânsito até 2030. A cada terceiro domingo de novembro, a memória das vítimas será lembrada, e a esperança de um trânsito mais seguro renovada.

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