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Volkswagen descontinua modelos para focar em carros que vendem mais

A Volkswagen anunciou um plano de reestruturação que prevê a descontinuação de modelos com baixo volume de vendas, redução de plataformas e corte de 1 milhão de veículos na produção até 2030. A medida visa reduzir custos e enfrentar a crise gerada pela perda de mercado na China e na Europa. A empresa pretende focar em carros que vendem mais, simplificando sua operação e aumentando a rentabilidade.

Redução de plataformas e cortes

A Volkswagen planeja reduzir o número de plataformas e arquiteturas eletrônicas para reduzir gastos e eliminar a complexidade dos processos. A empresa pretende solucionar o problema do excesso de capacidade nas fábricas da Europa, onde a demanda pelos veículos não corresponde à capacidade de produção. A empresa preferiu não dizer quais modelos ou plataforma serão descontinuados, mas já há exemplos concretos dentro do grupo.

Na Audi, dois modelos tiveram o fim de linha anunciado recentemente: o hatch compacto A1 e o SUV compacto Q2. Na Volkswagen, a minivan Touran deu adeus ao mercado e, em 2027, o T-Roc Cabriolet terá sua produção encerrada. Esses movimentos indicam a direção da empresa: concentrar recursos em veículos com maior apelo comercial.

Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com

Metas financeiras e de eficiência

Até 2030, o objetivo da Volkswagen é se tornar “a montadora mais atraente do mundo” e alcançar um retorno sobre as vendas entre 8% e 10%. Somente em 2025, a empresa diz que os custos de produção em suas fábricas alemãs foram reduzidos em mais de 20%. A empresa prevê que pelo menos 50 mil empregos serão cortados até 2030, sendo 35 mil só da marca Volkswagen.

Os cortes devem alcançar tanto trabalhadores das fábricas quanto funcionários administrativos. A reestruturação também afetará a capacidade produtiva: nas fábricas europeias, a capacidade de produção será reduzida em mais de 500 mil veículos. O mesmo volume de 500 mil veículos também será cortado na China. Ao todo, a empresa deixará de produzir um total de 1 milhão de carros até 2030.

Crise na China e na Europa

A crise hoje vivenciada pela Volkswagen começou em razão dos resultados comerciais negativos registrados na China. Ao longo de 2024, a empresa viu suas vendas encolherem consideravelmente na China. A perda de espaço na China foi ocasionada principalmente pelo avanço de fabricantes locais, que passaram a ter a preferência do consumidor chinês.

A empresa também perdeu vendas na Europa, sua terra natal. Na Europa, a montadora encolheu depois da pandemia e provavelmente não voltará ao patamar comercial de antes. Com esse recuo, deixou de vender pelo menos 500.000 carros por ano na Europa. A combinação desses fatores levou a Volkswagen a adotar medidas drásticas para garantir sua sustentabilidade financeira e competitividade no longo prazo.

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