Em 2026, o Romi-Isetta celebra 70 anos do início de sua produção. Considerado o primeiro carro fabricado no Brasil, o modelo foi dirigido pela equipe da Autoesporte, que teve a oportunidade de guiar o chassi número 05. O exemplar histórico participou da carreata de lançamento do modelo no Brasil em 1956, e há a possibilidade de que o então presidente Jânio Quadros tenha dirigido o veículo pela capital paulista durante o evento.
O início da produção nacional
No dia 30 de junho de 1956, as primeiras unidades do Romi-Isetta saíram da linha de produção com 72% de nacionalização. Esse marco representou o início da indústria automobilística brasileira, com um modelo que combinava design inovador e eficiência. O carro foi projetado por engenheiros aeronáuticos, que focaram na aerodinâmica para maximizar o desempenho com motor de pequena cilindrada. Essa abordagem resultou em um veículo compacto e leve, ideal para as ruas estreitas da época.
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Características técnicas marcantes
O Romi-Isetta tem dimensões reduzidas: 2,27 metros de comprimento, 1,32 metro de altura, entre-eixos de 1,50 metro e peso de apenas 350 kg. São quatro rodas, com eixo traseiro de bitola de 52 cm, e rodas de 10 polegadas. A versão mais célebre chegou em 1959, equipada com motor BMW de 298 cm³ e 13 cv. Esse motor foi fundamental para a história da BMW, pois o Isetta salvou a empresa da falência total, tornando-se um sucesso de vendas na Europa e no Brasil.
Desempenho e consumo
Os dados oficiais do Romi-Isetta no Brasil prometiam velocidade máxima de 95 km/h e consumo de 25 km/l. O tanque tem capacidade de 13 litros, proporcionando autonomia teórica de 325 km. Na prática, dirigir o chassi 05 é uma experiência que remete aos anos 1950: o motor BMW responde de forma ágil, e a suspensão simples exige atenção do motorista. A cabine é compacta, mas oferece espaço suficiente para dois ocupantes. A direção é leve e as trocas de marcha são precisas, características que tornam o carro divertido de guiar.
Legado e importância histórica
O Romi-Isetta não foi apenas o primeiro carro produzido no Brasil; ele também simbolizou a capacidade industrial do país na década de 1950. A produção sob licença da Iso SpA, com adaptações da Romi, mostrou que era possível fabricar veículos com alto índice de nacionalização. O chassi 05, em particular, é uma peça rara que preserva a memória do lançamento. Embora a fonte não detalhe o paradeiro exato do veículo após a carreata, sabe-se que ele foi preservado por colecionadores e agora integra o acervo histórico da indústria automobilística brasileira.
Dirigir o Romi-Isetta 70 anos depois é como fazer uma viagem no tempo. O ronco do motor BMW, o design arredondado e a sensação de estar em um carro que marcou época são experiências únicas. Para os entusiastas, o modelo representa a coragem e a inovação de uma era em que o Brasil começava a andar com as próprias rodas. A celebração dos 70 anos em 2026 será uma oportunidade para relembrar esse feito e valorizar o patrimônio automotivo nacional.
Fonte
- autoesporte.globo.com
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