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Renault Niagara híbrida chega em 2027 com inovação


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Renault Niagara híbrida chega em 2027 com inovação
Crédito: autoesporte.globo.com

A Renault apresentou oficialmente a Niagara em 10 de novembro, e a picape intermediária chegará às lojas do Brasil no mesmo mês. O modelo terá quatro versões, todas com motor 1.3 turbo flex e até tração 4×4. A grande novidade, porém, fica para o segundo semestre de 2027, quando as opções híbridas leves (MHEV) serão lançadas, combinando o motor 1.3 turbo flex com um motor elétrico traseiro. A Niagara será equipada com o mesmo conjunto eletrificado que estreará no Renault Boreal ainda este ano.

Dimensões e capacidade da picape

A Renault Niagara tem 4,94 metros de comprimento, 1,71 m de altura, 1,83 m de largura e 2,96 m de entre-eixos. A caçamba tem capacidade para 938 litros e consegue carregar 654 kg. A capacidade de reboque é de 710 kg. Esses números colocam a Niagara em posição competitiva no segmento de picapes intermediárias.

Com 23,3 cm de distância do solo, a picape oferece boa altura para enfrentar obstáculos urbanos e estradas de terra. Os ângulos de ataque e de saída são de até 22,3º, favorecendo manobras em terrenos irregulares. As rodas podem ser de 17 ou de 18 polegadas, dependendo da versão, e os pneus são de uso misto. Essas características reforçam a vocação da Niagara para uso versátil, tanto na cidade quanto em atividades de lazer.

Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com

Motorização híbrida leve inovadora

As opções eletrificadas da Niagara chegarão somente no segundo semestre de 2027. Trata-se de uma variante do tipo leve (MHEV), que combina o motor a combustão com um motor elétrico traseiro. O motor principal continuará sendo o atual 1.3 TCe flex de 160 cv de potência e 27,5 kgfm de torque. A hibridização virá a partir da combinação do propulsor a combustão com o motor elétrico traseiro, alimentado pelo sistema de 48 volts.

Um motor elétrico associado será instalado no eixo traseiro e terá a capacidade de mover a Niagara sozinha até determinadas velocidades. No Boreal, o motor elétrico atuará para mover o SUV a velocidades de até 40 km/h ou 50 km/h, sempre com tração traseira. A Renault não detalhou se a Niagara terá exatamente os mesmos limites de velocidade, mas a arquitetura é semelhante à do Boreal, conforme informações da montadora.

Essa solução permite reduzir o consumo de combustível e as emissões em trechos urbanos, sem abrir mão da tração integral quando necessário.

Tecnologia e conforto a bordo

O interior da Niagara foi projetado para oferecer conforto e conectividade. O banco traseiro é reclinado em 25º, o que aumenta o conforto dos passageiros em viagens longas. A central multimídia oferece 10,1 polegadas e tem conexão sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. O painel de instrumentos é integrado e tem 10,2 polegadas, proporcionando uma visualização clara das informações do veículo.

A picape também é equipada com 26 sistemas avançados de assistência ao motorista (Adas). Sensor de estacionamento dianteiro e traseiro fazem parte da lista, assim como câmera 360º. Esses recursos auxiliam em manobras e aumentam a segurança em diferentes condições de tráfego. A Renault não especificou todos os 26 sistemas, mas a presença de itens como câmera 360º indica um pacote robusto de auxílios eletrônicos.

Posicionamento no mercado brasileiro

A Niagara chega em um momento de crescimento do segmento de picapes intermediárias no Brasil. Com dimensões generosas e opção de tração 4×4, ela deve competir com modelos já estabelecidos. A versão híbrida leve, prevista para 2027, pode ser um diferencial importante, especialmente em um mercado que busca eficiência energética. A Renault ainda não divulgou preços ou detalhes de consumo, mas a expectativa é de que a Niagara ocupe uma faixa competitiva.

A chegada às lojas em novembro marca o início da comercialização das versões a combustão. As opções híbridas virão depois, no segundo semestre de 2027, seguindo a estratégia de eletrificação gradual da marca. A Renault também não informou se haverá mudanças visuais ou de equipamentos entre as versões convencionais e as híbridas.

O que esperar da Niagara híbrida

A combinação de motor 1.3 turbo flex com motor elétrico traseiro de 48V é uma solução pragmática para o mercado brasileiro. Ela permite manter o uso de etanol, combustível amplamente disponível no país, e ainda reduzir o consumo em situações urbanas. A capacidade de rodar em modo elétrico até 40 ou 50 km/h, como no Boreal, pode ser suficiente para deslocamentos curtos em baixa velocidade. Isso tende a melhorar a eficiência geral sem exigir recarga externa, característica típica dos híbridos leves.

A Renault ainda não revelou dados de autonomia elétrica ou consumo combinado da Niagara híbrida. No entanto, a arquitetura MHEV é conhecida por sua simplicidade e custo relativamente baixo, o que pode se refletir em preço final competitivo. A Niagara híbrida deve atrair consumidores que buscam uma picape versátil, com bom espaço de caçamba e tecnologias de assistência, sem abrir mão da eficiência energética.

Com lançamento previsto para o segundo semestre de 2027, a Niagara híbrida terá tempo para ser lapidada pela engenharia da Renault. Até lá, as versões a combustão estarão nas ruas, gerando feedback dos consumidores. A marca poderá ajustar calibrações e equipamentos antes da chegada das opções eletrificadas. A expectativa é de que a Niagara se torne uma referência no segmento, unindo robustez, tecnologia e consciência ambiental.

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