O Renault Kwid usado é uma opção de entrada no mercado de seminovos, com anúncios no Mercado Livre a partir de R$ 28.990 para a versão Zen 2018. O modelo mede cerca de 3,70 metros de comprimento, 1,58 m de largura e 2,42 m de entre-eixos, com porta-malas de 290 litros. Essas dimensões compactas favorecem o uso urbano e a facilidade de estacionamento.
A versão Zen já saía de fábrica com quatro airbags, freios ABS, direção elétrica e ar-condicionado, entre outros itens. O preço inicial reflete a posição do Kwid como um dos hatches mais acessíveis do país.
Versões e preços no mercado de usados
No Mercado Livre, unidades do Renault Kwid Outsider 2022 aparecem a partir de R$ 41.900. Essa versão, que faz parte da linha reestilizada, mantém o mesmo conjunto mecânico 1.0 SCe, mas com visual aventureiro e itens adicionais de série. O preço mais alto reflete a idade menor do veículo e o pacote de equipamentos. A versão Outsider adiciona itens como barras de teto, molduras plásticas e rodas de liga leve, mas a fonte não detalhou todos os equipamentos exclusivos.
Ainda assim, a diferença de quase R$ 13 mil entre os anos mostra a valorização do modelo mais recente.
O Renault Kwid E-Tech 2023 deriva do Dacia Spring, vendido na Europa, e chegou ao Brasil em 2022. A carroceria e o interior são semelhantes aos do Kwid reestilizado, mas há diferenças importantes de estrutura, acabamento e capacidade: são apenas quatro lugares. No lugar do motor 1.0, há um propulsor elétrico de 65 cv e 11,5 kgfm, alimentado por uma bateria de 26,8 kWh.
O Renault Kwid usado, portanto, oferece três caminhos distintos: o Zen 2018 como porta de entrada, o Outsider 2022 como opção mais recente e o E-Tech 2023 para quem quer mobilidade elétrica. Os preços no Mercado Livre variam de R$ 28.990 a R$ 41.900, Os preços no Mercado Livre variam de R$ 28.990 a R$ 41.900 para as versões a combustão; o valor da versão elétrica não foi informado pela fonte. A escolha depende do orçamento e da necessidade de cada comprador.
O Kwid mantém sua proposta de carro urbano, com dimensões reduzidas e consumo eficiente.
Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com
Dimensões e capacidade off-road
Na primeira fase do modelo, a altura livre do solo era de 18 centímetros, com ângulos de entrada e saída de 24° e 40°, respectivamente. Esses números ajudavam o Kwid a enfrentar valetas e lombadas sem raspar a parte inferior. Com a reestilização, o vão livre passou para 18,5 cm, e os novos para-choques ampliaram ligeiramente os ângulos para 24,1° e 41,7°. A mudança, embora pequena, melhorou o comportamento em terrenos irregulares.
Já a versão elétrica E-Tech tem 16,6 cm de altura livre do solo, ângulo de entrada de 27° e de saída de 40,3°.
Motorização e desempenho
O motor 1.0 SCe de três cilindros, presente nas versões a combustão, entrega até 70 cv com etanol e 66 cv com gasolina, além de torque de 9,8 kgfm e 9,4 kgfm, respectivamente. O câmbio é manual de cinco marchas, e o peso do subcompacto nacional fica na faixa dos 780 kg. Essa relação peso-potência resulta em aceleração de 0 a 100 km/h em 12,2 segundos, conforme teste da Autoesporte. Na medição com o Kwid atualizado, o mesmo teste registrou 12,3 segundos.
A diferença é mínima e pode ser atribuída a variações de condição de pista ou unidade testada.
A Renault divulga desempenho de 14,6 s no 0 a 100 km/h para o E-Tech, enquanto o desempenho urbano é melhor representado pelos 4,1 s de 0 a 50 km/h.
Consumo e autonomia
O consumo do Renault Kwid, segundo o Inmetro, é de 10,8 km/l na cidade e 11 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, os números sobem para 15,3 km/l na cidade e 15,7 km/l na estrada. Esses dados são referentes ao modelo com motor 1.0 e câmbio manual. Para quem busca economia no dia a dia, o Kwid se mostra competitivo na categoria.
A versão elétrica E-Tech, por sua vez, tem autonomia oficial de 185 km no ciclo do Inmetro, com bateria de 26,8 kWh.
Recarga do E-Tech
A recarga da bateria do E-Tech pode ser feita em diferentes potências. Em carregador rápido DC de 30 kW, o tempo para ir de 15% a 80% é de cerca de 40 minutos. Em wallbox AC de 7,4 kW, o processo leva 2h54. Já com o carregador portátil de 2,2 kW, são necessárias 8h57. Esses números mostram que a recarga rápida é a opção mais prática para viagens, enquanto a tomada doméstica atende bem o uso noturno.
A disponibilidade de carregadores públicos no Brasil ainda é limitada, concentrada em grandes centros urbanos e rodovias principais.

