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Radares em rodovias paranaenses: 53 equipamentos previstos

Radares em rodovias paranaenses: 53 equipamentos previstos

Crédito: estradas.com.br

O sistema de controle de velocidade nas rodovias paranaenses ganhou um novo capítulo com a previsão de instalação de 53 radares. A medida faz parte do item 3.4.2.8 Sistema de Controle de Velocidade (SCV) do Programa de Exploração da Rodovia do Contrato do Edital de Concessão 02/2023. A obra tem conclusão prevista até o 3º ano de concessão, ou seja, 27 de fevereiro de 2027. O objetivo é reduzir a violência no trânsito, especialmente em trechos críticos como a BR-277.

Os números recentes ajudam a entender a urgência da intervenção. Em 2025, foram registrados 2.155 acidentes na BR-277, resultando em 152 mortes. No ano anterior, o total de ocorrências na via ficou em patamar muito similar, ligeiramente menor, mantendo a média histórica estadual de aproximadamente 2.100 sinistros anuais. Somados, os dois anos acumulam entre 4.250 e 4.300 acidentes apenas nessa rodovia.

Além disso, a BR-277 concentrou quase 30% de todos os sinistros de malha federal do estado. Isso significa que mais de um quarto de toda a violência no trânsito federal paranaense ocorre nessa via. Para efeito de comparação, em 2025 o Paraná registrou 7.620 sinistros no total, com 593 mortes. Em 2024, foram 7.582 ocorrências e 607 óbitos. A rodovia, portanto, tem um peso desproporcional nas estatísticas estaduais.

Contrato prevê sistema de controle de velocidade

O item 3.4.2.8 do contrato de concessão estabelece a implantação do Sistema de Controle de Velocidade (SCV). O contrato não especifica a distribuição entre radares fixos e móveis nem a localização exata. Sabe-se, porém, que o total previsto é de 53 unidades. A conclusão da obra está atrelada ao terceiro ano de concessão, com data-limite em 27 de fevereiro de 2027.

Esse tipo de sistema costuma incluir radares fixos, lombadas eletrônicas e equipamentos portáteis, mas o contrato não especifica a distribuição. A implementação deve seguir critérios técnicos de engenharia de tráfego, priorizando trechos com maior incidência de acidentes. A BR-277, por concentrar quase 30% dos sinistros federais do estado, é candidata natural a receber parte significativa dos equipamentos.

Vídeo: YouTube | Fonte: estradas.com.br

BR-277 concentra quase 30% dos sinistros

Os dados oficiais mostram que a BR-277 é a rodovia federal mais perigosa do Paraná. Em 2025, ela respondeu por 2.155 acidentes e 152 mortes. No acumulado de 2024 e 2025, foram aproximadamente 4.250 a 4.300 ocorrências. Isso representa mais de um quarto de toda a violência no trânsito federal paranaense.

Para dimensionar o problema, basta comparar com os números estaduais. Em 2025, o Paraná teve 7.620 sinistros e 593 mortes em todas as rodovias federais. A BR-277 sozinha respondeu por 28,3% dos acidentes e 25,6% das mortes. Em 2024, quando o estado registrou 7.582 acidentes e 607 óbitos, a rodovia manteve participação semelhante. A fonte não detalhou as causas específicas, mas a alta densidade de tráfego e o relevo sinuoso são fatores conhecidos.

Acidente com 17 veículos evidencia gravidade

Um episódio recente ilustra a severidade dos sinistros na BR-277. Houve um acidente envolvendo 17 veículos, que deixou uma pessoa morta e cinco feridas. O caso não teve data ou local exato divulgados pela fonte. Ainda assim, reforça a necessidade de medidas de controle de velocidade.

Engavetamentos desse porte geralmente estão associados a excesso de velocidade, falta de atenção ou condições climáticas adversas. A instalação de radares pode ajudar a reduzir a velocidade média e, consequentemente, a gravidade das colisões. Não há informações sobre a influência desse acidente na decisão.

Prazos e expectativas para a implantação

A previsão contratual é de que o sistema de controle de velocidade esteja operando até 27 de fevereiro de 2027. Esse prazo corresponde ao final do terceiro ano de concessão. Até lá, a concessionária responsável deverá executar as obras civis, instalar os equipamentos e integrá-los aos órgãos de fiscalização.

Não há informações sobre eventuais fases intermediárias ou cronograma detalhado. A fonte também não especificou se os radares serão homologados pelo Inmetro ou por outro órgão competente. No entanto, a experiência em outras concessões mostra que a implantação costuma ocorrer de forma gradual, com testes antes da operação plena.

Impacto esperado na segurança viária

Embora o contrato não traga metas de redução de acidentes, a lógica por trás dos radares é clara: diminuir a velocidade e, com isso, a frequência e a gravidade dos sinistros. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a redução de 5% na velocidade média pode reduzir em até 30% os acidentes fatais.

No caso da BR-277, que concentra quase 30% dos sinistros federais do estado, qualquer melhoria pode ter efeito significativo nas estatísticas gerais. Se a rodovia conseguir reduzir sua participação, o Paraná como um todo tende a registrar menos mortes no trânsito. A expectativa é que os 53 radares contribuam para esse objetivo, embora a fonte não tenha detalhado projeções oficiais.

O que diz o contrato de concessão

O Edital de Concessão 02/2023, que rege o programa, inclui o Sistema de Controle de Velocidade como obrigação da concessionária. O item 3.4.2.8 especifica a implantação do SCV, mas não traz detalhes sobre tecnologia, localização ou operação. O contrato não especifica se haverá integração com sistemas de multas automáticas.

O prazo de conclusão até o terceiro ano de concessão sugere que a implantação é tratada como prioridade. Em contratos semelhantes, os radares costumam entrar em operação nos primeiros anos, justamente para reduzir a sinistralidade desde o início. A BR-277, por sua relevância, deve receber atenção especial, mas a fonte não confirmou quantos equipamentos serão alocados nessa rodovia.

Próximos passos e transparência

Até o momento, não há informações públicas sobre o cronograma detalhado de instalação dos 53 radares. Não há informações sobre audiências públicas ou divulgação prévia dos locais. Em geral, os contratos de concessão exigem que a localização dos radares seja definida com base em estudos técnicos e aprovada pelo poder concedente.

Os usuários das rodovias paranaenses devem ficar atentos às comunicações oficiais da concessionária e dos órgãos de trânsito. A implantação do sistema de controle de velocidade pode implicar alterações nos limites de velocidade em alguns trechos. O importante é que a medida visa, em última análise, preservar vidas e reduzir a violência no trânsito.

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