O Mitsubishi Outlander retornou ao mercado brasileiro em maio de 2025, após um período de ausência. A quarta geração do SUV chegou exclusivamente com motorização híbrida plug-in, em duas versões de acabamento. Os preços iniciais foram de R$ 374.990 para a HPE-S e R$ 389.990 para a Signature. A estratégia da marca foi posicionar o modelo como uma opção eletrificada no segmento de SUVs médios.
Redução de preços em junho de 2025
Em junho do mesmo ano, a Mitsubishi anunciou um corte significativo nos valores. A redução chegou a até R$ 55 mil, dependendo da versão. Com isso, o Outlander PHEV passou a custar entre R$ 324.990 e R$ 364.990 no Brasil. A medida visou tornar o veículo mais competitivo frente aos concorrentes híbridos e elétricos.
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Conjunto mecânico híbrido plug-in
As duas configurações compartilham o mesmo conjunto mecânico híbrido plug-in. Ele é composto por três motores: um a combustão e dois elétricos. O motor 2.4 aspirado a gasolina entrega 137 cv de potência e 20,9 kgfm de torque. Já o motor elétrico dianteiro gera 116 cv e 26 kgfm. No eixo traseiro, há um segundo motor elétrico, com 136 cv e 19,9 kgfm.
Quando somados, os três motores produzem 252 cv de potência combinada e 45,9 kgfm de torque. Segundo a Mitsubishi, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. A velocidade máxima declarada é de 170 km/h. Com 252 cv e 45,9 kgfm, o Outlander PHEV supera em potência combinada a maioria dos SUVs híbridos vendidos no Brasil.
Modos de condução e tração integral
O sistema de tração integral é gerenciado por um seletor de terrenos com sete modos. São eles: Normal, Eco, Tarmac, Gravel, Snow, Mud e Power. Além disso, o sistema híbrido oferece quatro modos de operação: EV, Normal, Save e Charge. Essa variedade permite ao motorista adaptar o comportamento do veículo a diferentes condições de piso e de uso da bateria.
No modo EV, o Outlander roda apenas com eletricidade, sem emissões locais. O modo Save preserva a carga da bateria para uso posterior, enquanto o Charge utiliza o motor a combustão para recarregar a bateria. O modo Normal equilibra o uso das fontes de energia automaticamente. A fonte não detalhou as diferenças de consumo entre esses modos.
Consumo e autonomia
Segundo o Inmetro, o consumo do Outlander PHEV com o motor a combustão é de 11,6 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada. O tanque de combustível tem capacidade para 56 litros. Esses números se referem ao uso sem auxílio da carga da bateria, ou seja, quando o SUV opera como um híbrido convencional.
A bateria de alta tensão tem 20 kWh e 350 Volts. No padrão do Inmetro, ela garante autonomia de 58 km no modo puramente elétrico. Com a bateria carregada e o tanque cheio, o alcance combinado chega a 680 km. Isso reduz a necessidade de paradas frequentes em viagens mais longas.
Garantia e recarga
A garantia oferecida pela Mitsubishi é de cinco anos para o veículo. Para a bateria de alta tensão, a cobertura se estende por oito anos. Essa diferença reflete a confiança da fabricante na durabilidade do componente elétrico. A fonte não detalhou os termos específicos da garantia da bateria.
O SUV sai de fábrica com um carregador portátil de 3,5 kW. Em uma tomada doméstica, ele leva cerca de 6h30 para completar a carga da bateria. No modo Charge, o próprio motor 2.4 a gasolina pode recarregar a bateria de 0 a 80% em aproximadamente 95 minutos. Essa opção é útil quando não há ponto de recarga disponível.
O Mitsubishi Outlander PHEV oferece tração integral com dois motores elétricos e um a combustão, sem diferencial mecânico. A presença de dois motores elétricos e um a combustão oferece tração integral sem a necessidade de um diferencial mecânico. O seletor de terrenos amplia a capacidade off-road leve, enquanto os modos de condução híbrida otimizam o consumo. Com o corte de até R$ 55 mil, o Outlander PHEV passou a custar menos que o Toyota RAV4 Plug-in Hybrid, seu principal concorrente.

