Em setembro de 1994, a revista Autoimports publicou um comparativo entre duas picapes japonesas importadas: a Nissan King Cab e a Mazda B 2200. Na época, junto com Toyota Hilux e Mitsubishi L200, elas representavam o conceito de tamanho asiático no mercado mundial. O teste avaliou desempenho, conforto e dirigibilidade, revelando pontos fortes e fracos de cada uma.
Desempenho e motor: Nissan mais veloz
A Nissan King Cab mostrou-se um pouco mais veloz que sua concorrente, atingindo 131 km/h, contra apenas 123 km/h da Mazda B 2200. Para efeito de comparação, a D-20, mais lenta entre as picapes nacionais, alcançava 143 km/h. O motor da Nissan, com 79 cv, era mais potente que o da Mazda, que entregava 64 cv. No entanto, a B 2200, com motor menor, mostrou-se mais ágil nas retomadas e mais estável nas curvas. Além disso, o motor da Mazda era mais suave e silencioso que o da Nissan.
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Torque reduzido e peso menor
Um aspecto curioso destacado no comparativo é que o torque máximo, que ronda os 38 mkgf nos motores “convencionais”, era reduzido para 16 ou 17 mkgf nessas picapes. Além disso, o peso dos veículos diminuía em quase uma tonelada em relação aos modelos norte-americanos fabricados no Brasil. Essa leveza contribuía para a agilidade, mas também trazia limitações.
Suspensão e conforto: Nissan leva vantagem
Em termos de suspensão, a Nissan tinha melhor curso e maciez, principalmente na traseira. Já a Mazda, com menor altura do solo, apresentou dificuldades em valetas e lombadas. Isso tornava a King Cab mais confortável em terrenos irregulares. Nas freadas, ambas foram decepcionantes, especialmente a Mazda, que não possuía sistema controlador de travamento para as rodas traseiras.
Estabilidade e dirigibilidade
Nissan e Mazda apresentaram melhor estabilidade e neutralidade nas curvas que as picapes nacionais grandes, principalmente graças às suas menores dimensões e peso. Isso as tornava mais fáceis de manobrar e mais estáveis em curvas. A Nissan oferecia a King Cab, com espaço interno para bagagem e mais dois passageiros, além de modelos com tração 4×4 e reduzida, o que ampliava suas capacidades.
Acabamento e equipamentos de série
Visualmente, ambas tinham excelente acabamento interno e externo. Eram equipadas com ar-condicionado, volante regulável, direção assistida e uma aparência geral bastante convincente. Esses itens de conforto eram diferenciais importantes para o consumidor da época.
Fonte
- autoesporte.globo.com
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