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Motociclistas de SP têm 2 anos para curso obrigatório sem multa

Prazo de dois anos para curso obrigatório sem multa

Motociclistas que atuam de forma remunerada no estado de São Paulo terão um período de dois anos para cumprir a exigência de um curso especializado sem sofrer penalidades. A decisão, anunciada pelo governo paulista, altera a forma de implementação de uma norma já existente, priorizando o acesso à capacitação antes da fiscalização punitiva.

O curso será oferecido gratuitamente de forma online, com foco na segurança desses profissionais, considerados usuários vulneráveis do trânsito. A medida faz parte do programa Mão na Roda.

O que muda na fiscalização

Exigência já existente

A exigência do curso não é nova, pois já está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e em normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A norma determina a realização de curso especializado e aprovação em prova teórica para quem exerce atividade remunerada com motocicleta.

Período de adaptação

No entanto, a fiscalização não deixa de existir; muda apenas a forma como se tratará a exigência do curso especializado nesse período de adaptação. Dessa forma, infrações relacionadas a outros itens continuam sendo fiscalizadas normalmente, mantendo o controle sobre demais regras de trânsito.

O prazo de dois anos vale apenas para a exigência do curso e da prova teórica, estabelecendo um intervalo específico para a regularização.

Como funcionará o curso gratuito

Economia para os profissionais

Um dos principais pontos do programa Mão na Roda é garantir que os motociclistas profissionais tenham acesso gratuito à regularização. O Governo de São Paulo vai oferecer o curso gratuitamente, gerando uma economia que pode chegar a cerca de R$ 400 por trabalhador.

Modalidade e flexibilidade

O curso será oferecido de forma online pela Escola Pública de Trânsito, com carga horária de 30 horas, e poderá ser feito pelo celular ou computador. Além disso, o profissional pode fazer a capacitação sem precisar parar de trabalhar, proporcionando flexibilidade para conciliar a formação com a rotina laboral.

Essa abordagem visa facilitar a adesão e reduzir barreiras para os motociclistas.

Uma nova estratégia de implementação

Prioridade na educação

A medida representa uma mudança importante na forma de implementação da lei. Em vez de começar pela punição, o Estado optou por estruturar o acesso ao curso e à prova antes de iniciar a fiscalização punitiva.

Alinhamento com políticas de segurança

Segundo o presidente do CETRAN-SP, Frederico Arantes, a decisão está alinhada ao Plano de Segurança Viária do Estado. A decisão tem como foco a proteção dos usuários mais vulneráveis do trânsito, como os motociclistas, reforçando o compromisso com a redução de acidentes.

De acordo com dados do Infosiga, São Paulo registrou redução de 10% no número de óbitos no primeiro trimestre deste ano, indicando um contexto favorável para iniciativas de segurança.

Objetivo central: mais segurança

Capacitação especializada

A exigência de curso para motofretistas e mototaxistas tem como objetivo aumentar a segurança desses profissionais. Ao oferecer capacitação especializada, a expectativa é que os motociclistas adquiram conhecimentos que possam prevenir acidentes e melhorar suas práticas no trânsito.

Equilíbrio entre lei e apoio

Essa abordagem educativa, combinada com o prazo de adaptação, busca equilibrar a aplicação da lei com o apoio aos trabalhadores. Com isso, o estado espera contribuir para um ambiente viário mais seguro, beneficiando não apenas os profissionais, mas todos os usuários das vias.

A iniciativa reflete uma tendência de priorizar a educação no trânsito como ferramenta de prevenção.

Fonte

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