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Mortes em rodovias federais do Paraná caem 5,6% no primeiro semestre

Mortes em rodovias federais do Paraná caem 5,6% no primeiro semestre

Crédito: estradas.com.br

Duzentas e oitenta e cinco pessoas morreram em 3.918 sinistros (acidentes) nas rodovias federais do Paraná entre janeiro e junho deste ano, de acordo com levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além das mortes, as ocorrências resultaram em 4.280 pessoas feridas. Os dados indicam uma redução de 5,6% no total de óbitos em comparação com o primeiro semestre de 2025, quando foram registradas 302 mortes. No entanto, o número de sinistros cresceu 7,7% e o de feridos aumentou 6,4% na mesma base de comparação. Isso significa que, embora menos pessoas tenham morrido, os acidentes se tornaram mais frequentes e geraram mais vítimas não fatais. A PRF não detalhou as causas desse descompasso, mas os números apontam para uma piora na segurança viária em alguns aspectos. Dessa forma, fica evidente a necessidade de ações mais efetivas.

Colisões frontais lideram mortes

As colisões frontais são o tipo de sinistro mais letal nas rodovias federais paranaenses. Foram responsáveis por 90 mortes no semestre, o equivalente a 31,6% de todos os óbitos registrados. Na sequência, aparecem os atropelamentos de pedestres, com 56 mortes, e as colisões traseiras, que resultaram em 40 óbitos. Embora representem menos de 10% do total de ocorrências, as colisões frontais e os atropelamentos concentraram mais da metade das mortes no período. Isso mostra que, apesar de serem menos frequentes, esses tipos de acidente têm gravidade elevada. O tráfego na contramão e as ultrapassagens proibidas continuam entre os comportamentos associados a esses sinistros, especialmente por favorecerem colisões frontais. Portanto, é crucial combater essas infrações.

Vídeo: YouTube | Fonte: estradas.com.br

Condições da via e infrações

O levantamento revela que 83% das mortes ocorreram em pista seca e 69% em trechos retos. Esses dados contrariam a percepção de que a maioria dos acidentes fatais acontece em condições adversas, como chuva ou curvas perigosas. A PRF não detalhou os motivos, mas a alta proporção em pista seca e reta sugere que o fator humano — como excesso de velocidade ou distração — pode ser determinante. Ao longo do primeiro semestre, foram registradas 310.902 autuações por excesso de velocidade. Esse número impressionante indica que a prática é generalizada. Além disso, houve 6.874 autuações por ultrapassagens proibidas e 2.143 por direção sob efeito de álcool. Essas infrações estão diretamente ligadas aos tipos de acidente mais letais. Consequentemente, a fiscalização precisa ser intensificada.

Foram flagradas ainda 8.052 infrações por falta do uso do cinto de segurança, 2.086 por condutores ou passageiros sem capacete, 882 casos de crianças transportadas sem a cadeirinha e 1.646 autuações pelo uso de celular ao volante. A PRF não detalhou quantas dessas infrações resultaram em mortes, mas a associação entre esses comportamentos e a gravidade dos acidentes é conhecida. Dessa forma, a educação no trânsito também é fundamental.

Os números mostram que, apesar da queda nas mortes, o cenário nas rodovias federais do Paraná ainda exige atenção. O aumento no número de sinistros e feridos, combinado com infrações recorrentes, indica que medidas de fiscalização e educação no trânsito precisam ser intensificadas. A PRF não informou quais ações pretende adotar com base nesses dados. Em resumo, a situação requer ações coordenadas.

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