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Anuário PRF: mais de 6 mil mortes em rodovias federais em 2025

Anuário PRF: mais de 6 mil mortes em rodovias federais em 2025

Crédito: www.portaldotransito.com.br

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o Anuário de 2025, que revela um aumento significativo no número de mortes em rodovias federais. O país registrou mais de 6 mil óbitos no ano, retornando a patamares elevados após o menor índice histórico em 2020. O documento aponta que Minas Gerais lidera o ranking de mortes, com 765 óbitos, e que a BR-381 é a rodovia mais letal.

Pico de violência e queda histórica

O Brasil atingiu seu pico de violência nas rodovias federais entre 2010 e 2012, com destaque para 2011, quando foram registrados os maiores números da série histórica. Em contraste, 2020 marcou o menor patamar, com 5.292 mortes. No entanto, em 2025, o número de mortes voltou a ultrapassar 6 mil óbitos, indicando uma reversão na tendência de queda.

Minas Gerais e as rodovias mais críticas

Minas Gerais liderou o número de mortes em rodovias federais em 2025, com 765 óbitos registrados. As BRs 101 e 116 seguem concentrando o maior volume de sinistros do país. O trecho da BR-101 em Santa Catarina teve 4.222 registros de sinistros em 2025. Já a BR-381, em Minas Gerais, foi apontada como a mais letal, contabilizando 158 mortes no mesmo ano.

Pistas simples concentram mais mortes

Em pistas duplas, houve 30.782 sinistros e 1.603 mortes. Já em pistas simples, os números foram ainda mais alarmantes: 34.733 sinistros e 4.143 mortes. A diferença evidencia que as rodovias de pista simples são responsáveis pela maior parte dos óbitos, apesar de terem menos sinistros totais do que as duplas em alguns aspectos.

Colisões e atropelamentos em destaque

A colisão traseira foi o tipo de sinistro mais frequente nas rodovias federais, com 14.360 registros em 2025. A colisão frontal, embora menos comum, provocou 1.863 mortes, sendo um dos tipos mais letais. Os atropelamentos de pedestres resultaram em 919 mortes para um total de 3.057 ocorrências, indicando a vulnerabilidade dos pedestres nas vias.

Causas: falta de reação e contramão

A ausência de reação do condutor liderou o ranking de causas, com 11.469 ocorrências e 855 mortes. A reação tardia ou ineficiente apareceu em 10.799 sinistros. Veículos transitando na contramão foram responsáveis por 961 mortes em 2025, um número expressivo que reforça a gravidade dessa infração.

Velocidade e álcool ainda são fatores críticos

Velocidade incompatível e ingestão de álcool seguem entre os fatores críticos apontados pela PRF. O anuário destaca programas educativos como o Cinema Rodoviário, o Educar PRF e o FETRAN, que visam conscientizar motoristas e reduzir os sinistros. A fonte não detalhou o impacto específico desses programas nos números de 2025.

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