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Micromobilidade avança no Brasil, mas cidades não acompanham

Micromobilidade avança no Brasil, mas cidades não acompanham

Crédito: www.portaldotransito.com.br

A micromobilidade já faz parte da rotina de muitas cidades brasileiras. Bicicletas elétricas, patinetes e outros equipamentos autopropelidos se consolidaram como alternativa para trajetos curtos, integração com transporte público e redução do uso do carro. O crescimento desses modais responde a problemas reais, como congestionamentos, custo elevado de deslocamento e busca por opções mais sustentáveis.

Expansão supera adaptação urbana

A expansão ocorreu mais rápido do que a adaptação urbana. Muitos usuários enfrentam um dilema diário: circular entre carros e ônibus em vias perigosas ou dividir espaço com pedestres em calçadas. Cidades ainda são planejadas prioritariamente para veículos maiores, e não para deslocamentos leves e compartilhados.

Legislação gera confusão

A legislação brasileira já traz regras para bicicletas elétricas, ciclomotores e autopropelidos, com critérios diferentes para cada categoria. Boa parte da população desconhece essas diferenças. Na prática, isso gera confusão entre usuários, comércio e fiscalização. Há veículos vendidos como bicicleta, mas que se enquadram em outra categoria, além de circulação irregular em áreas inadequadas. Sem informação clara, aumentam riscos e conflitos.

Riscos para todos os lados

Quem utiliza micromobilidade tem pouca proteção física e está exposto a quedas, colisões laterais, buracos e imprudência de terceiros. Também pode colocar pedestres em risco quando circula em calçadas ou em alta velocidade em áreas compartilhadas. O debate exige equilíbrio: proteger quem usa esses modais sem ignorar a segurança de quem anda a pé.

Maio Amarelo 2026 e medidas prioritárias

O Maio Amarelo 2026 ajuda a trazer visibilidade ao tema ao defender respeito entre todos os usuários das vias. Celso Alves Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, aponta cinco medidas prioritárias. A micromobilidade pode reduzir congestionamentos, emissões e dependência do carro. Sem planejamento, também pode ampliar disputas por espaço e insegurança. “Mais do que discutir patinetes ou bicicletas elétricas, o Brasil precisa decidir se quer cidades preparadas para o futuro ou presas a um modelo centrado apenas no automóvel”, conclui Mariano.

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