Um novo movimento, batizado de Maio Preto, ganha espaço nas redes sociais ao criticar a abordagem do Maio Amarelo e denunciar retrocessos na segurança viária do Brasil. A mobilização reúne especialistas que apontam fragilização de políticas preventivas e falta de prioridade ao tema.
Especialista alerta para fase grave
Entre os nomes ligados à mobilização está o médico e especialista em trânsito Alysson Coimbra. Ele utiliza seus canais digitais para defender uma mudança de postura no país. Em publicações recentes, Coimbra afirma que o trânsito brasileiro vive “uma das fases mais graves da história”. O médico relaciona o cenário à fragilização de políticas preventivas e à falta de prioridade. Em outro conteúdo, ele menciona que o trânsito “não suporta mais experiências predatórias”.
Críticas a medidas recentes
As mensagens não citam apenas uma medida específica. O contexto inclui críticas:
- À flexibilização do processo de formação de condutores;
- À redução de exigências educacionais;
- Ao enfraquecimento de mecanismos tradicionais de prevenção.
O surgimento do Maio Preto evidencia uma discussão crescente: campanhas educativas são importantes, mas não bastam sozinhas.
Estrutura versus comportamento
Especialistas lembram que a segurança viária depende de um conjunto de fatores. Na prática, o movimento sugere que concentrar o debate apenas em atitudes individuais pode esconder problemas estruturais que influenciam os índices de sinistros. O Brasil ainda convive com números elevados de mortes e feridos nas vias. Apesar de campanhas sazonais ajudarem na conscientização, especialistas defendem ações contínuas durante todo o ano.
Um alerta incômodo
O Maio Preto aparece como um alerta incômodo: para parte dos profissionais da área, não basta iluminar monumentos, distribuir laços ou repetir slogans se decisões práticas caminham em sentido contrário à proteção da vida. O movimento ainda não tem estrutura institucional nacional formalizada. Ele tende a funcionar como movimento de pressão e debate público. Mesmo nascente, já cumpre um papel relevante: recolocar em pauta a pergunta central da segurança viária brasileira.
Pergunta central
A pergunta central é: o país está realmente tratando o trânsito como prioridade de saúde pública — ou apenas reagindo simbolicamente a um problema que continua matando diariamente? A reportagem é do Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.

