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Jeep Avenger Altitude: truques contra Tera e Sonic


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Jeep Avenger Altitude: truques contra Tera e Sonic
Crédito: autoesporte.globo.com

O Jeep Avenger Altitude, avaliado em R$ 120 mil, chega ao mercado brasileiro com a missão de enfrentar rivais como o Fiat Tera e o Chevrolet Sonic. Equipado com motor turbo flex e sistema híbrido leve, o SUV compacto aposta em tecnologia e dirigibilidade para conquistar consumidores. Neste teste, analisamos os principais atributos do modelo, desde a mecânica até os detalhes de acabamento.

Motor turbo flex e sistema híbrido leve

O Jeep Avenger é equipado em todas as versões com motor T200 1.0 turbo flex, de três cilindros e 12 válvulas com injeção direta. O propulsor foi recalibrado para entregar 116 cv de potência e 20,4 kgfm de torque com qualquer combustível. O sistema elétrico MHEV de 12 Volts tem motor de 4 cv e 1 kgfm que não traciona as rodas sozinho. O câmbio é automático do tipo CVT, com sete marchas simuladas. Essa combinação busca oferecer respostas ágeis no uso urbano e eficiência em estrada.

Em nossos testes, o Avenger acelerou de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos. O vão livre do solo é de 22,1 cm, o que favorece a transposição de obstáculos. O consumo de combustível não foi informado pela fabricante. A dirigibilidade se mostra equilibrada, com direção leve e suspensão ajustada para o asfalto irregular.

Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com

Design externo com soluções práticas

O visual do Avenger Altitude adota elementos que priorizam a funcionalidade. As maçanetas traseiras ficam embutidas na porta, conferindo um aspecto limpo à lateral. As maçanetas dianteiras e retrovisores são de plástico, sem a pintura preta. As rodas são de 16 polegadas, com pneus 215/65 R16. A cor Branco Snow é um opcional por R$ 1.100. A câmera de ré e as barras de teto fazem parte do pacote High Altitude, de R$ 5.000. Com esse pacote, o preço sobe para R$ 126.090.

O conjunto externo transmite robustez, mas revela economia em alguns acabamentos. A ausência de pintura nas maçanetas e retrovisores pode desagradar quem busca um visual mais sofisticado. No entanto, as rodas de 16 polegadas com pneus de perfil alto contribuem para o conforto em pisos ruins.

Interior simples e foco no essencial

Por dentro, o Avenger Altitude apresenta um acabamento funcional. O banco é de tecido. O apoio de braço das portas é de plástico duro. Não há qualquer entrada USB no banco traseiro. Saídas de ar-condicionado para os passageiros traseiros não existem em nenhuma configuração. Essas ausências podem ser sentidas em viagens com ocupantes atrás.

O freio de estacionamento eletrônico é de série em toda a gama. Tem duas entradas USB: uma do tipo A e outra do tipo C. A central multimídia tem 10 polegadas, com tela retangular. Tem conexão sem fio com Apple CarPlay e Android Auto. A conectividade é um ponto positivo, mas o espaço traseiro carece de recursos de conforto.

Comparativo com Tera e Sonic

Diante dos concorrentes, o Avenger Altitude se destaca pelo conjunto mecânico com sistema híbrido leve e câmbio CVT. O Fiat Tera e o Chevrolet Sonic oferecem propostas diferentes, mas o Jeep aposta na eficiência do motor turbo flex. O vão livre do solo de 22,1 cm é superior ao de muitos rivais, o que pode ser um diferencial para quem enfrenta estradas de terra. Os preços dos concorrentes não foram divulgados.

No entanto, o acabamento interno simples e a falta de itens como saídas de ar traseiras podem pesar na decisão. O pacote High Altitude adiciona equipamentos relevantes, mas eleva o preço final. A avaliação final depende das prioridades do consumidor: desempenho e robustez ou conforto e sofisticação.

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