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Golpe do free flow: mais de 400 sites falsos de pedágio identificados

Golpe do free flow: mais de 400 sites falsos de pedágio identificados

Crédito: www.portaldotransito.com.br

O avanço do sistema de pedágio eletrônico sem cancela, conhecido como free flow, abriu espaço para um novo tipo de golpe digital. Em fevereiro, a empresa já havia alertado sobre campanhas semelhantes envolvendo cerca de 50 domínios falsos. Agora, o número saltou para mais de 400 sites fraudulentos identificados, indicando uma operação estruturada e altamente escalável.

Como o golpe funciona

A fraude normalmente começa quando o motorista procura na internet formas de consultar ou quitar débitos de pedágio eletrônico. Os criminosos utilizam anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais para atrair vítimas. Ao clicar nos links, o usuário é direcionado para páginas que imitam sistemas oficiais de pagamento.

Nesses sites, basta inserir a placa do veículo para que apareça um suposto débito pendente. Os golpistas exibem informações reais do automóvel e cobram valores baixos, semelhantes aos praticados em pedágios legítimos. A vítima realiza o pagamento geralmente por PIX. O dinheiro é transferido para contas de terceiros, conhecidas como “laranjas”.

Crescimento acelerado da fraude

Fabio Assolini, pesquisador-chefe da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, afirma que o crescimento acelerado da fraude indica uma operação estruturada e altamente escalável. Em poucos meses, os criminosos passaram de dezenas para centenas de domínios falsos. Eles aproveitam o desconhecimento da população sobre novos sistemas digitais.

Contexto do free flow

O sistema free flow substitui as tradicionais praças de pedágio por pórticos eletrônicos que identificam automaticamente os veículos em movimento. Especialistas alertavam para problemas relacionados à falta de padronização nacional, dificuldade de comunicação com usuários e proliferação de golpes digitais ligados ao pagamento das tarifas. Muitos motoristas ainda desconhecem quais são os canais oficiais de cobrança utilizados pelas concessionárias.

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