A Fiat é a mais nova cinquentona do mercado automotivo brasileiro. Instalada em Betim (MG), a marca completa 50 anos de operação no país. Mais do que fabricar carros, a Fiat aprendeu a falar a língua do brasileiro e, com isso, conquistou a liderança. A história, no entanto, não começou com sucesso.
De irrelevante a protagonista
Em 1976, a Fiat aparecia irrelevante no mercado brasileiro. A marca enfrentava preconceito, dúvidas sobre robustez, piadas sobre acabamento e resistência do consumidor brasileiro. Na década de 1980, a participação de mercado era de apenas 11%. Aos poucos, porém, a empresa foi ganhando espaço. Em 1987, a Fiat chegou a 14,8% de participação, sinalizando que algo estava mudando.
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A virada nos anos 1990
O grande salto veio em 1994, quando a Fiat atingiu 29,3% do mercado de automóveis e comerciais leves. Esse percentual é o maior de toda a série histórica da marca (excluindo coligadas) no país. O segredo? Um projeto ousado: o Palio foi pensado para um país emergente, com características semelhantes às nossas. O carro caiu no gosto popular e impulsionou a marca.
Duas décadas de domínio
Entre 1991 e 2015, a Fiat se manteve sempre acima dos 20% de participação. Foram anos de hegemonia, com modelos que se tornaram ícones. A Strada, por exemplo, passou de ferramenta de trabalho a veículo de trabalho e familiar, urbano, empresarial e aspiracional. Já a Toro ocupou um espaço entre picapes compactas e médias tradicionais e deu certo. Dessa forma, a marca parecia imbatível.
O período de crise
Entre 2015 e 2019, a Fiat perdeu representatividade. O envelhecimento de portfólio, a falta de produtos, as críticas aos câmbios automatizados e acabamentos simples, além do aumento da concorrência, pesaram. Consequentemente, a marca viu sua participação cair, mas não se entregou. A fonte não detalhou os números exatos desse período, todavia a recuperação veio em seguida.
Renovação e volta ao topo
A Fiat retornou aos patamares acima de 20% com um novo portfólio. Modelos renovados e uma estratégia focada no consumidor brasileiro recolocaram a marca no caminho do crescimento. Hoje, após 50 anos, a Fiat continua fazendo o que sempre fez melhor: olhar para o brasileiro real. Mais de 17 milhões de consumidores Fiat no Brasil comprovam essa conexão.
A trajetória da Fiat mostra que aprender a falar a língua do país é essencial para quem quer ser líder. A marca completou 50 anos fabricando, vendendo e influenciando o mercado. E, pelo visto, ainda tem muito a ensinar.
Fonte
- autoesporte.globo.com
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