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Estudo projeta que a malha de transporte de Curitiba atingirá 206 km

Estudo projeta que a malha de transporte de Curitiba atingirá 206 km

Crédito: www.portaldotransito.com.br

Um estudo de abrangência nacional, coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), projeta que a rede de transporte coletivo de Curitiba poderá ser ampliada para 206 quilômetros. A expansão integra o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), que mapeou 187 projetos em 21 regiões metropolitanas do país.

Expansão para 206 km e impacto no trânsito

Na capital paranaense, a estimativa é de que o tempo médio de deslocamento caia 24%, com a possibilidade de evitar cerca de 1.065 vítimas em sinistros de trânsito a cada ano.

O levantamento aponta que Curitiba pode saltar para 206 km de vias dedicadas ao transporte público, integrando corredores de ônibus, BRT e, possivelmente, outros modais de média capacidade.

Queda de 24% no tempo de viagem

Segundo o documento, apenas com a implementação dos projetos previstos para a região metropolitana de Curitiba, seria possível reduzir em 24% o tempo gasto pela população nos trajetos diários. Para um percurso que hoje leva uma hora, a estimativa é que o tempo caia para aproximadamente 45 minutos.

Prevenção de acidentes

O estudo também considera o impacto na segurança viária: anualmente, cerca de 1.065 vítimas de sinistros – entre mortos e feridos – poderiam ser evitadas, um reflexo da melhoria na infraestrutura e da retirada de veículos particulares das ruas.

Ainda que os números sejam projeções, eles reforçam o potencial transformador do investimento em transporte coletivo de qualidade.

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU)

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) foi elaborado a partir de projeções populacionais e de demanda para um horizonte de 30 anos, conforme descrito pelo BNDES.

A ideia, segundo Aloizio Mercadante, presidente da instituição, é oferecer subsídios técnicos para que estados e municípios possam planejar sistemas mais integrados, eficientes e sustentáveis.

“O ENMU reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de projetos para orientar a expansão e a qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país”, afirmou Mercadante.

Abrangência nacional

O relatório final consolida um banco de dados com 187 projetos, que somam mais de 3 mil quilômetros de infraestrutura voltada ao transporte coletivo. Desse total, estão contemplados metrôs, BRTs (Bus Rapid Transit), trens urbanos e sistemas de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), distribuídos pelas 21 regiões metropolitanas analisadas.

O levantamento não se limita a listar obras, mas considera a implementação de todos os projetos previstos, o que permitiu calcular os impactos agregados.

Benefícios em escala nacional

Se todas as iniciativas saírem do papel, os ganhos vão muito além da mobilidade. O estudo projeta uma série de impactos positivos:

Portal Mobilidade Brasil: transparência e acesso a dados

As informações completas, incluindo os detalhes de cada projeto por região, estão consolidadas no portal Mobilidade Brasil, plataforma digital que reúne os dados do ENMU de forma acessível. Gestores públicos, pesquisadores e cidadãos podem consultar a carteira de projetos e os diagnósticos que embasaram as projeções.

A transparência é um ponto central da iniciativa, permitindo que a sociedade acompanhe as propostas e cobre priorização. Para Curitiba, por exemplo, é possível verificar as extensões previstas e os corredores que seriam beneficiados. O portal também serve como ferramenta de planejamento para futuras captações de recursos, uma vez que os projetos ainda não têm execução garantida.

Próximos passos: do estudo à realidade

É importante ressaltar que o levantamento não representa a execução imediata das obras. Conforme o próprio estudo, os projetos ainda dependem de planejamento detalhado, definição de prioridades, disponibilidade de recursos e cumprimento das etapas técnicas e administrativas necessárias.

O ENMU funciona como um guia para orientar decisões futuras, mas a concretização de cada proposta exigirá articulação entre governos federal, estadual e municipal, além de investimentos robustos. No caso de Curitiba, a expansão para 206 km precisará passar por análises de viabilidade, licenciamentos e debate público antes que as primeiras máquinas entrem em operação.

Ainda assim, o diagnóstico oferece uma visão clara dos benefícios potenciais e deve servir como referência para as políticas de mobilidade das próximas décadas.

Com projeções ambiciosas, mas fundamentadas, o ENMU coloca a mobilidade urbana no centro do debate sobre o desenvolvimento sustentável do Brasil.

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