Um engavetamento envolvendo uma ambulância, duas carretas e um caminhão deixou um homem morto na rodovia SP-340, em Mogi Guaçu, em 27 de agosto de 2026. O acidente reforça o risco de colisões traseiras em vias de grande movimento. Especialistas apontam que a combinação de desatenção e proximidade excessiva entre veículos está por trás da maioria desses incidentes.
Colisões traseiras podem envolver vários veículos e adquirir proporções ainda mais graves quando há caminhões no fluxo. Nesses casos, o impacto em cadeia, conhecido como engavetamento, tende a causar danos materiais significativos e aumentar o risco de ferimentos. Por isso, entender como prevenir esse tipo de acidente é essencial para a segurança de todos.
Distância de segurança é fator crítico
A falta de distância de segurança é um dos principais fatores relacionados às colisões traseiras. Quando o condutor segue muito próximo, o espaço disponível pode não ser suficiente para perceber uma redução de velocidade, reagir e parar o veículo. Essa margem reduzida elimina a possibilidade de uma frenagem segura em situações de emergência.
O CTB não fixa uma distância em metros, mas o artigo 29 exige que o condutor mantenha distância lateral e frontal segura conforme as condições. Portanto, cabe ao motorista avaliar constantemente o espaço necessário para evitar uma colisão.
Em condições adversas, como chuva, neblina, pista escorregadia ou baixa visibilidade, esse intervalo deve ser ampliado. O mesmo vale quando o veículo da frente é um caminhão, que reduz a visão do trânsito adiante. A distância segura precisa abranger tanto o tempo de reação do motorista quanto o espaço necessário para o veículo parar.
Distração ao volante reduz reação
Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), usar o celular ao volante aumenta em 400% o risco de acidente. Mesmo alguns segundos de distração podem impedir a percepção de uma frenagem brusca. Essa fração de tempo é muitas vezes decisiva para evitar um acidente.
Outras situações que aumentam o risco de engavetamentos incluem desatenção às condições do trânsito mais adiante. A direção defensiva recomenda observar o trânsito à frente, antecipando frenagens e mudanças de fluxo.
Como agir diante de uma frenagem
Ao perceber veículos reduzindo a velocidade ou uma fila parada, o motorista deve retirar o pé do acelerador e iniciar uma frenagem progressiva. Frear antecipadamente também permite que as luzes de freio alertem quem vem atrás. Essa atitude simples pode evitar que o veículo de trás colida com o seu.
O condutor deve evitar mudanças bruscas de faixa ou tentativas de desviar pelo acostamento. Além de serem manobras arriscadas, elas podem atingir motociclistas ou impedir o acesso de equipes de resgate. Manter a calma e sinalizar com antecedência são atitudes que contribuem para a segurança coletiva.
Infração e penalidade previstas no CTB
Deixar de guardar distância de segurança é infração grave, com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH, conforme o artigo 192 do CTB. Mais do que a punição, porém, o respeito à distância segura é uma questão de responsabilidade com a própria vida e a dos demais usuários da via.
Na SP-340, a velocidade máxima é de 110 km/h para veículos leves. Nessa velocidade, a distância de frenagem pode ultrapassar 100 metros em pista seca, exigindo atenção redobrada. A prevenção de engavetamentos depende, em grande parte, do comportamento de cada motorista.
Fonte
- www.portaldotransito.com.br
- grave acidente (g1.globo.com)

