Uma pesquisa realizada pelo Sem Parar, com 381 respondentes, revelou que a distração provocada pelo celular é uma das principais preocupações dos motoristas brasileiros. O levantamento foi conduzido entre 27 de agosto e 8 de setembro de 2026, período que antecede a Semana Nacional do Trânsito, celebrada de 18 a 25 de setembro. Os dados mostram que 67% dos participantes apontaram o uso do aparelho como um dos maiores problemas no trânsito.
Além do celular, outros fatores foram citados: desrespeito às leis (71%) e falta de educação (68%). Esses números indicam que a percepção de risco vai além da tecnologia e envolve comportamentos cotidianos ao volante.
Celular lidera distrações ao dirigir
Dentro do universo das distrações, o celular se destaca em diferentes formas de uso. As ligações telefônicas foram mencionadas por 14% dos participantes, e o acesso às redes sociais apareceu nas respostas de 13%. Embora esses percentuais sejam menores que o índice geral de 67%, eles mostram que atividades específicas com o aparelho são reconhecidas como fatores de risco.
A metodologia da pesquisa não foi divulgada, portanto não é possível saber se as perguntas abordaram o uso geral do celular ou atividades específicas. No entanto, a soma das menções a ligações e redes sociais sugere que o problema é multifacetado. Especialistas em segurança viária costumam alertar que mesmo breves olhares para a tela podem aumentar significativamente o tempo de reação do motorista.
Para reduzir esses riscos, ative o modo avião ou use aplicativos como o Modo Carro do Android ou o Não Perturbe ao Dirigir do iPhone, que bloqueiam notificações automaticamente ao detectar movimento. Essas medidas simples podem ajudar a manter o foco na direção e evitar acidentes.
Comportamentos de risco no trânsito
Além da distração, a pesquisa identificou outros hábitos perigosos entre os motoristas. Cerca de 26% dos entrevistados admitiram dirigir acima do limite; entre esses, 25% (ou seja, 6,5% do total) atribuíram a prática à pressa. Os números revelam que a pressa é um fator que leva muitos condutores a ignorar as regras de velocidade.
O desrespeito às leis de trânsito, citado por 71% dos participantes, está diretamente ligado a esses comportamentos. Quando questionados sobre a educação dos motoristas em seus municípios, 30% classificaram como ruim e 29% como péssima. Somadas, essas respostas representam 59% dos participantes, o que indica uma insatisfação generalizada com a conduta no trânsito.
Essa percepção negativa pode refletir a falta de fiscalização e de campanhas educativas eficazes. A Semana Nacional do Trânsito, realizada anualmente, busca conscientizar a população sobre a importância de respeitar as normas e adotar uma postura mais segura.
Medidas de autoproteção dos motoristas
Diante dos riscos, muitos motoristas adotam medidas de autoproteção no dia a dia. A pesquisa mostrou que 75% dos participantes afirmaram adotar alguma prática para se proteger. Entre as medidas mais citadas, evitar parar à noite em locais considerados de risco foi mencionada por 80% dos entrevistados.
Outras ações incluem não permanecer dentro do carro quando ele está parado, citada por 67%, e evitar vias consideradas perigosas, apontada por 62%. Esses dados revelam que a preocupação com a segurança pessoal vai além do trânsito e envolve também a proteção contra crimes e situações de vulnerabilidade.
Além disso, 20% dos participantes disseram já ter sido vítimas de golpes e fraudes relacionados ao veículo. Entre os tipos de golpes mais comuns, o combustível adulterado foi citado por 49% dos entrevistados, e golpes relacionados a serviços digitais e aplicativos apareceram em 35% das respostas. Esses números mostram que a segurança veicular é uma preocupação ampla, que inclui desde a direção até a manutenção e o uso de tecnologias.
Educação no trânsito é desafio
A avaliação negativa da educação dos motoristas reflete um problema estrutural. Com 59% dos participantes classificando a educação como ruim ou péssima, fica evidente que há uma lacuna na formação e na conscientização dos condutores. A falta de educação foi mencionada por 68% dos entrevistados como um dos principais problemas do trânsito.
Esse cenário reforça a necessidade de investir em campanhas educativas e em políticas públicas que promovam um trânsito mais seguro. A Semana Nacional do Trânsito, que ocorre anualmente, é uma oportunidade para debater esses temas e incentivar mudanças de comportamento.
Para contribuir, participe de campanhas locais da Semana Nacional do Trânsito e cobre das prefeituras a implementação de programas de educação continuada para condutores. O desafio é transformar essa consciência em ações concretas no dia a dia.
Fonte
- www.portaldotransito.com.br
- leis de trânsito (www.planalto.gov.br)

