Neblina exige redução gradual de velocidade
Quando a visibilidade diminui, a reação natural de muitos motoristas é tentar manter o ritmo da viagem. No entanto, essa atitude pode ser perigosa. Reduzir a velocidade de forma gradual, evitando freadas bruscas, é uma das principais recomendações. A perda de referências visuais exige mais tempo de reação e distância para parar.
Além disso, aumentar a distância de segurança em relação aos demais usuários da via é importante. Em condições normais, recomenda-se manter dois segundos de intervalo; na neblina, esse tempo deve ser dobrado ou triplicado. Dessa forma, dá margem para manobras evasivas e evita colisões em cadeia.
Outro ponto crucial é não acelerar ao entrar em um banco de neblina. Muitos motoristas, ao se depararem com a névoa, instintivamente pisam no freio, o que pode causar derrapagens. O ideal é tirar o pé do acelerador e deixar o carro perder velocidade naturalmente, usando o freio de forma suave e intermitente.
Farol alto atrapalha; use farol baixo
Outro erro comum é recorrer ao farol alto para tentar enxergar melhor a pista. Contudo, a prática de usar farol alto produz o efeito contrário ao desejado. A luz intensa reflete nas gotículas de água suspensas no ar, formando uma barreira luminosa que ofusca o motorista e reduz ainda mais a visibilidade.
A orientação é manter os faróis baixos acesos durante todo o percurso em condições de neblina. Eles iluminam o solo sem refletir nas partículas de água, melhorando a percepção da via. Faróis de neblina dianteiros e traseiros, quando disponíveis, também devem ser acionados, pois são projetados para cortar a névoa.
É importante lembrar que, mesmo durante o dia, os faróis baixos devem permanecer ligados. Isso aumenta a chance de o veículo ser visto por outros motoristas, especialmente em trechos onde a neblina é intermitente. O uso de lanternas traseiras também é essencial para evitar batidas por trás.
Veículo revisado é garantia de segurança
As condições do veículo desempenham papel fundamental para enfrentar situações de baixa visibilidade. Pneus em bom estado garantem melhor aderência ao pavimento, reduzindo o risco de aquaplanagem e derrapagens. A profundidade dos sulcos deve estar dentro do limite legal (mínimo de 1,6 mm) para escoar a água eficientemente.
O sistema de iluminação revisado contribui para que o veículo seja visto pelos demais usuários da via. Lâmpadas queimadas ou sujas diminuem a eficácia dos faróis. Verificar o alinhamento dos faróis também evita ofuscamento em curvas e subidas.
É indispensável verificar o funcionamento dos limpadores de para-brisa. Palhetas ressecadas ou danificadas deixam manchas que prejudicam a visão. O reservatório de água deve estar cheio com líquido adequado para limpeza, removendo a sujeira que se acumula na neblina.
Prudência começa antes de ligar o motor
O presidente do Sinaceg, José Ronaldo Marques da Silva, conhecido como Boizinho, afirma que a prudência é a principal aliada dos motoristas nesses momentos. Ele destaca que a segurança viária começa antes do giro da chave. Revisar o veículo, conferir pneus, verificar a iluminação e antecipar situações de risco são cuidados básicos.
Planejar a viagem consultando a previsão do tempo e evitando horários de maior incidência de neblina (geralmente ao amanhecer e ao anoitecer) também faz parte da preparação. Se possível, programe paradas em locais seguros para esperar a névoa dissipar.
Boizinho reforça que a atitude preventiva reduz significativamente as chances de acidentes. Muitos motoristas negligenciam a revisão básica, o que se torna um risco adicional em condições adversas. A manutenção periódica é um investimento em segurança.
Atenção redobrada com motociclistas e pedestres
Motociclistas, ciclistas e pedestres tornam-se ainda menos perceptíveis em trechos encobertos pela neblina. A falta de estrutura de proteção e a menor silhueta aumentam o perigo. O uso de equipamentos refletivos e a atenção constante ao ambiente ao redor ajudam a reduzir os riscos e aumentar a visibilidade desses usuários.
Para motoristas, a recomendação é redobrar a atenção em cruzamentos, passarelas e acostamentos. Reduza a velocidade ao avistar qualquer vulto ou luz refletida. Lembre-se de que o reflexo nos retrovisores pode ser a única indicação da presença de um ciclista ou motociclista.
Pedestres devem usar roupas claras ou coletes refletivos, especialmente em vias rurais sem calçadas. Já os condutores de veículos de duas rodas devem manter os faróis acesos e evitar ultrapassagens em trechos de neblina densa.
Neblina deve aumentar nos próximos meses
Há tendência de aumento da incidência de neblina nos próximos meses em diversas regiões do país. Especialistas reforçam que prudência, planejamento e adaptação às condições da via continuam sendo as ferramentas mais eficazes para preservar vidas. Em situações de visibilidade comprometida, chegar alguns minutos mais tarde é sempre melhor do que não chegar ao destino.
As autoridades de trânsito recomendam que, se a neblina estiver muito densa, o motorista pare em um local seguro (como um posto de gasolina ou área de descanso) e aguarde a melhora. Nunca pare no acostamento, pois isso aumenta o risco de colisão traseira.
Manter a calma e não se desesperar é fundamental. A neblina tende a ser um fenômeno localizado e passageiro. Com paciência e técnica, é possível superar o trecho com segurança. A vida não tem preço, e cada cuidado conta.
Fonte
- www.portaldotransito.com.br
- Madrabothair para Depositphotos (depositphotos.com)

