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Descarbonização no transporte de cargas avança no Dia Mundial do Meio Ambiente

Descarbonização no transporte de cargas avança no Dia Mundial do Meio Ambiente

Crédito: www.portaldotransito.com.br

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, reforça o avanço da descarbonização no transporte de cargas no Brasil. O modal rodoviário, responsável por mais de 60% do transporte de cargas no país, figura entre os principais emissores de gases de efeito estufa da cadeia produtiva nacional. Neste contexto, a sustentabilidade passou a impactar diretamente contratos, financiamentos, competitividade e permanência no mercado.

Inovação e eficiência operacional

Empresas vêm apostando em soluções que combinam eficiência operacional, inovação tecnológica e redução de impactos ambientais. Frotas com menor emissão de poluentes, uso de inteligência artificial, telemetria, roteirização inteligente, combustíveis alternativos e gestão de emissões já começam a fazer parte da rotina de transportadoras e operadores logísticos. Essas medidas visam reduzir a pegada de carbono e aumentar a competitividade no setor.

Em operações otimizadas, uma empresa registrou redução de até 50% nas emissões de CO₂ em determinadas rotas. Em um projeto voltado ao setor de mineração, mais de 120 toneladas de carbono foram compensadas em apenas um mês. A melhoria das estradas também reduz emissões e aumenta a eficiência das operações, segundo especialistas.

Pressão de embarcadores e financiadores

Grandes embarcadores passaram a exigir inventários de emissões, metas ambientais e indicadores ESG de seus parceiros logísticos. Instituições financeiras incorporaram critérios socioambientais em análises de crédito e concessão de financiamento. Dessa forma, reduzir emissões passou a influenciar diretamente a saúde financeira e a capacidade competitiva das empresas.

De acordo com o assessor jurídico-ambiental do Setcemg, Walter Cerqueira, o Brasil ainda vive uma fase de transição no processo de descarbonização do transporte rodoviário. As soluções adotadas até hoje são mais incrementais do que disruptivas. Há avanços importantes, mas ainda existem gargalos estruturais que dificultam uma transformação mais acelerada.

Desafios regulatórios e estruturais

O avanço regulatório ainda é insuficiente para atender às demandas do transporte de cargas. Programas como o Rota 2030 e a Lei do Combustível do Futuro representam avanços importantes. No entanto, ainda faltam incentivos específicos para renovação de frota, eletrificação do transporte de longa distância e melhoria da infraestrutura rodoviária.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o setor de logística mostra que a sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso institucional para se tornar um fator estratégico de competitividade. A redução das emissões já passa a definir quais empresas estarão preparadas para o futuro do transporte no Brasil.

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