Morar em São Paulo, na maior região metropolitana do país, com mais de 20 milhões de habitantes, exige atenção redobrada dos motoristas. Furtos e roubos de carros estão entre as preocupações do dia a dia. Um estudo feito pela Ituran Brasil, empresa de tecnologia veicular, aponta quais são os carros mais roubados em São Paulo em 2026.
Queda nos roubos em 2026
Durante os primeiros 7 meses de 2026, 25.065 casos de roubo de veículos leves e utilitários foram registrados. Em 2025, 28.896 carros foram roubados. A variação representa uma diminuição de 13,26% de um ano para o outro. A redução pode estar relacionada ao aumento do policiamento e à adoção de tecnologias de rastreamento, segundo especialistas.
Ainda assim, o número absoluto permanece elevado, o que mantém o alerta para proprietários de veículos. A análise dos dados permite identificar padrões que ajudam na prevenção.
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Modelos mais visados pelos criminosos
Estudo feito pela Ituran Brasil, empresa de telemetria e tecnologia veicular com base nos dados da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), mostra os modelos e locais com maior número de registros de roubos e furtos de veículos de passeio e utilitários, durante janeiro e julho de 2026, na Região Metropolitana de São Paulo.
O Ford Ka teve 1.087 casos. O Chevrolet Onix teve 916 incidentes. Fiat, com três aparições, e Chevrolet, com duas, são as montadoras que mais aparecem entre os 10 com mais registros. A predominância desses modelos se deve à sua grande frota circulante e à alta demanda por peças no mercado paralelo, conforme análise da Ituran.
Além do Ford Ka e do Chevrolet Onix, completam a lista: Fiat Argo (812 casos), Fiat Mobi (798), Fiat Cronos (745), Chevrolet Tracker (689), Hyundai HB20 (654), Volkswagen Gol (621), Renault Kwid (598) e Jeep Renegade (577). A concentração em carros de entrada e de grande circulação reforça a importância de medidas de segurança adicionais para esses proprietários.
Furtos superam roubos à mão armada
87,5% dos casos são furtos e 12,5%, roubos à mão armada. Isso significa que a maioria das ocorrências acontece sem confronto direto com a vítima, geralmente quando o veículo está estacionado. A maior parte dos registros acontece no período noturno e, em seguida, pela tarde.
Essa distribuição temporal sugere que os criminosos aproveitam a menor movimentação e a escuridão para agir. Proprietários devem redobrar a atenção ao estacionar em vias públicas durante esses períodos, optando por locais iluminados e com vigilância.
Carros com mais de 5 anos são alvo
Veículos com mais de 5 anos são os principais alvos. Do número total de casos, 18.622 aconteceram com carros que estavam neste recorte. Veículos com mais de 5 anos representam 74% dos casos, pois possuem sistemas de segurança menos avançados e suas peças têm alta procura no desmanche.
Esse dado é crucial para quem possui carros mais antigos: investir em travas, alarmes e rastreadores pode reduzir o risco. A fonte não detalhou a proporção exata por faixa etária, mas a tendência é clara.
Bairros com mais ocorrências na capital
Dentro da cidade de São Paulo os bairros da Penha, com 428 incidentes, Ipiranga, com 419 e Vila Mariana, com 412, são os bairros que mais sofrem com roubos e furtos. Em 2026, o bairro Água Rasa saiu da lista e deu espaço para a Vila Formosa.
Essas regiões concentram grande fluxo de veículos e, em alguns casos, áreas comerciais e residenciais densas. Moradores e frequentadores devem estar atentos a estacionamentos e ruas menos movimentadas. A mudança na lista de bairros indica que o crime se desloca conforme a atuação policial e as oportunidades.
Para reduzir o risco, especialistas recomendam evitar deixar objetos à vista, utilizar dispositivos de segurança e, se possível, guardar o carro em estacionamentos fechados. Especialistas recomendam instalar rastreador veicular, usar trava de volante, evitar estacionar em locais escuros e não deixar objetos de valor à vista.
Fonte
- autoesporte.globo.com
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