Laudo pericial confirma álcool e cocaína
O caminhoneiro Matheus Henrique Poly Garcia, de 37 anos, acusado de dirigir embriagado, atropelar e matar a estudante Joyce Muraoka, de 19 anos, na SP-193, em Jacupiranga (SP), estava também sob efeito de cocaína. A informação consta em laudo pericial divulgado pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP).
O exame de sangue detectou a presença de 1,5 g/L de álcool, 150% maior do que o permitido por lei (6 dg/L). Além disso, Garcia estava sob efeito de cocaína.
Análise toxicológica detalhada
Segundo o laudo de exame toxicológico, a coleta de sangue de Matheus foi realizada no dia da ocorrência. Foram feitas as análises de quantificação de álcool etílico em sangue e pesquisa de drogas de abuso.
A análise qualitativa apontou a presença de cocaína e seus produtos de biotransformação, como benzoilecgonina, éster metil ecgonina, ecgonina e cocaetileno. Esses resultados confirmam que o motorista não apenas estava alcoolizado, mas também sob efeito de substância ilícita, agravando sua responsabilidade no acidente.
Vídeo: YouTube | Fonte: estradas.com.br
Dinâmica do acidente
No dia do sinistro na Rodovia José Edgard Carneiro (SP-193), durante o trajeto, o caminhoneiro teria feito uma ultrapassagem forçada. Ao se aproximar de um radar, ele freou bruscamente. Nesse momento, a porta do caminhão se abriu e, ao tentar fechá-la, ele perdeu o controle do veículo.
Com o impacto, a carreta precipitou-se em uma pequena ribanceira, no lado oposto ao que o veículo trafegava. O atropelamento matou a jovem e deixou ferido um homem de 45 anos.
Vídeo mostra consumo de álcool
Um vídeo que circulou nas redes sociais, na época, mostrou o caminhoneiro ingerindo bebida alcoólica e com a perna esquerda sobre o painel do veículo. O passageiro ao lado é quem filmava a cena. As imagens corroboram as evidências de embriaguez e reforçam a imprudência do condutor.
Tentativa de fuga e versões contraditórias
Após o acidente, eles tentaram fugir, mas um deles acabou sendo detido. Ele foi identificado como sendo o proprietário do caminhão. Aos policiais, inicialmente, ele disse que havia contratado um motorista para realizar o serviço naquela ocasião.
Ele estava embriagado e alegou que não teria condições de conduzir. Alegou também que estava dormindo no momento do sinistro. Na primeira versão de seu depoimento, o suposto motorista havia fugido pela mata. Ele forneceu a identificação e o contato do suposto motorista, e foi liberado após passar por exames no pronto-socorro de Jacupiranga (SP). As contradições nas declarações levantam suspeitas sobre a tentativa de ocultar a verdade.
Consequências legais
Matheus Henrique Poly Garcia foi preso em flagrante e responderá por homicídio culposo no trânsito, lesão corporal e embriaguez ao volante, agora agravada pelo uso de cocaína. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes e responsabilidades.

